Sociedade

Carlos Alberto vai a enterrar amanhã

Carla Bumba

Jornalista

Os restos mortais do jornalista Carlos Alberto, do Jornal de Angola, vão a enterrar amanhã, no cemitério do Benfica, a partir das 11h. O cortejo fúnebre parte às 9 horas e é antecedido de uma missa de corpo presente, a ter lugar na Igreja de São João Baptista, no Zango 3, em Luanda.

16/06/2024  Última atualização 08H50
Jornalista foi uma referência © Fotografia por: DR

A morte de Carlos Alberto continua a "chocar” a classe, particularmente no meio dos jornalistas do Jornal de Angola. A jornalista Rosalina Mateta disse que, enquanto colega, Carlos Alberto sempre demonstrou camaradagem e vontade de transmitir os conhecimentos, sobretudo aos jovens repórteres.

"Foi uma pena vermo-nos privados do seu convívio e ensinamentos, prematuramente, pois deixou de estar na redacção quando ainda tinha muito para oferecer como profissional”, disse.

Rosalina Mateta conta que ingressou entre os quadros da Edições Novembro, no Jornal de Angola, em 1993, por meio de um concurso público, na mesma época, que Carlos Alberto.

"Com a morte de Carlos Alberto dei conta que da nossa ‘fornalha’ de antigos estagiários, já partiram para outra dimensão uns poucos e bons camaradas”, lamentou, acrescentando que a aposentadoria de jornalistas experientes coarta a possibilidade de transmissão de conhecimentos para as novas gerações. "Paz à sua alma”.

O director do Jornal do Desportos, título da Edições Novembro, Honorato Silva, descreveu Carlos Alberto como uma referência no jornalismo de imprensa do final da década de 1990 e parte da seguinte.

"Profissional cuidadoso, foi exímio narrador, destacando-se como repórter”, conta, acrescentando que, embora fosse uma pessoa de poucas falas, fazia a diferença na didactica da profissão, pela prontidão no auxilio aos jornalistas menos experientes, com subsídios valiosos.

Para Honorato Silva, Carlos Alberto era um grande repórter, que deixou a marca aquando da morte de Jonas Savimbi. "Soube pintar, com palavras, o que viu no terreno. Paz à sua alma”.

Carlos Alberto ingressou nos quadros do Jornal de Angola, principal titulo da Edições Novembro, em 1993, onde se destacou na cobertura de diversas actividades sociais.

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