Cultura

Cantores desejam “Boas festas” a todas as famílias angolanas

Francisco Pedro

Jornalista

O espectáculo musical “Konde em concerto de Natal” juntou vários cantores antes do Natal, na Casa 70, em Luanda, no qual os artistas endereçaram mensagens de “boas festas” para todas às famílias angolanas e estrangeiros residentes no país.

28/12/2021  Última atualização 08H50
Konde promoveu um concerto de Natal no palco do Casa 70, na véspera do dia da família © Fotografia por: DR
Trata-se de um projecto de autoria do cantor e compositor Konde, cuja primeira edição teve como surpresa a actuação de Filipe Mukenga, Eduardo Paím, Dom Caetano, Marília e Bruno Neto (em dueto) e o Ballet Tradicional Kilandukilo, que encerrou em apoteose com uma exibição de Carnaval, ao som da canção "Marina”, de André Mingas.

Filipe Mukenga desejou "saúde elevada ao cubo - expressão matemática - para enfatizar a quantidade de vezes do seu desejo. Eduardo Paím, no seu jeito artístico e sorridente pediu muitas bênçãos e êxitos para todos os angolanos. Marília desejou um feliz natal e extensivo, antecipadamente, ano novo próspero, enquanto Dom Caetano, sem afastar a "banga” do andar nem do seu compasso melódico, em poucas palavras endereçou muitos sucessos na vida quotidiana, e que em 2022 haja a grande surpresa: "já está, tudo de bom!”.

O anfitrião afirmou que o projecto é anual, em véspera de Natal, em que trará  surpresas, pois "estarei sempre aqui”, para bons momentos musicais. Konde preparou um repertório com 23 músicas, entre clássicos de André Mingas (em homenagem), clássicos da sua autoria e clássicos de Natal, "Noite de Paz, Noite de Amor”, e "Glória”, interpretadas por Marília e Bruno Neto, em estilo a capela.

Foram duas horas de música dançante, entre clássicos da música angolana e de Natal, além de temas da sua autoria, Konde e os seus convidados abrilhantaram a primeira edição com o suporte da Banda Maravilha.

Embora não tenha havido pista de dança por causa da Covi-19, o espectáculo foi bastante animado. Konde começou por interpretar "Kátia”, seguindo-se "Ouvi falar”, "Um Criaser Poeta”, dando lugar à ópera assumida por Marília e Bruno Neto, com clássicos do Natal.

 Konde retomou com "Morena” e "Zeca”, seguida da articipação de Filipe Mukenga, cuja presença em palco elevou a dimensão artística do espectáculo, ao interpretar "Ndilokewa”, música extraída do álbum "O Meu Lado Gumbe”, de 2013.

Eduardo Paím recheou a noite com "Coração Partido”, enquanto Dom Caetano imortalizou a noite com "Manhe twe”, baseado na poesia "Renúncia Impossível”, uma homenagem ao Poeta Maior, António Agostinho Neto.

O cantor considerou de positiva a primeira edição, pelo facto de ter conseguido transmitir o conceito do projecto, "Konde em Concerto de Natal”, cuja intenção é desfrutar o Natal à moda angolana, num ambiente peculiar, "à nossa maneira, em que nos juntamos à mesa com a família”, disse Konde.

Referiu ainda ter sido um bom espectáculo por ficar mais extrovertido, e palco,  conseguiu criar um ambiente familiar ao interagir de maneira espontânea com o público, além de apresentar os cantores "surpresas” que convidou para a ceia de natal, e "espero ter ficado na memória de todos essa noite”.

Classificou os cantores convidados como "surpresas da Natal”, e terá o mesmo perfil nas próximas edições, em que os cantores participantes sejam surpresas para todos. Ao interpretar alguns clássicos da sua autoria, no estilo trova, disse que a música a solo foi sempre o seu sonho”, por isso, quando sobe ao  palco, pega o violão para tocar, "sinto-me em dívida, porque a trova foi sempre o meu sonho”, hoje encontra-se numa outra dimensão artística.

Interpretar "Ndilokewa”, de Filipe Mukenga foi o exercício mais difícil para Konde, porque "Filipe Mukenga deve ser estudado com rigor, por isso não é fácil acompanhá-lo, ou interpretar as suas canções. Trata-se de um músico com uma identidade artística muito peculiar”, afirmou Konde.

Questionado sobre a sua carreira actual, Konde respondeu ser difícil decifrar essa questão. "Hoje, temos um Konde que nunca fugiu da sua identidade, apesar das inúmeras influências musicais, que sempre me inspiraram, por isso ostento hoje a qualidade que me caracteriza”.

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