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Candidatos às autárquicas retomam campanha com acusações a Costa

Guilhermino Alberto

Depois do fim de três dias de luto nacional, decretado pelo Governo pela morte do antigo Presidente Jorge Sampaio, os candidatos às eleições autárquicas de 26 de Setembro, em Portugal, retomaram, ontem, a campanha eleitoral pela conquista dos 308 municípios do país, com o Partido Social Democrata (PSD), na oposição, a acusar o líder do Partido Socialista (PS) e Primeiro-Ministro, António Costa, de aproveitar o cargo para “puxar a brasa à sua sardinha.

15/09/2021  Última atualização 08H50
Portugueses vão votar para as eleições autárquicas no dia 26 deste mês © Fotografia por: DR
As lideranças do PSD lamentam que o PS tenha entrado nestas eleições autárquicas como Governo e não como partido.
O PS já desmentiu as acusações, afirmando que as críticas a António Costa sobre utilizar o cargo e fundos europeus para fazer campanha são "totalmente infundadas e injustas".

"O nosso objectivo estratégico é conseguirmos continuar a ter a presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses e também a presidência da Associação Nacional de Freguesias, que significa ter maior número de câmaras municipais e maior número de freguesias", disse José Luís Carneiro, coordenador autárquico do PS.

Nas eleições Autárquicas de 2017, o PS conquistou 161 câmaras, mais de metade dos 308 municípios. Já o PSD ganhou 98 câmaras, o pior resultado da sua história em autarquias.

Nas eleições autárquicas de 2017, o PS bateu o seu recorde de câmaras municipais conquistadas, e o PSD atingiu mínimos históricos, precipitando a saída de Pedro Passos Coelho da sua liderança.

Num cenário político diferente do actual, em que a Iniciativa Liberal e o Chega ainda não tinham sido funda-dos, o Partido Socialista, que na altura governava há dois anos, ficou em primeiro lugar nas autárquicas, consumando a primeira vitória eleitoral de António Costa, enquanto secretário-geral do PS que, nas legislativas, tinha ficado em segundo e para governar estabeleceu um pacto com o Partido Comunista, o Bloco de Esquerda e os Verdes, a conhecida geringonça, arredando os partidos de direita PSD e CDS do poder.

Com a conquista de 161 câ-maras - 159 em listas próprias e duas em coligações (uma com o JPP, e outra com o BE, JPP, PDR e NC) - o PS conquistou mais de metade dos 308 municípios, mantendo a presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que já tinha arredado ao PSD nas autárquicas de 2013.

O Partido Social Democrata (PSD), na altura liderado por Pedro Passos Coelho, registaria o pior resultado da sua história em autárquicas: conquistou 98 câmaras, 79 em listas próprias e 19 em coligações (16 com o CDS, duas com o CDS e o PPM e uma com o CDS, MPT e PPM).

O secretário-geral do PS e Primeiro-Ministro António Costa afirmou-se convicto de que o seu partido não só vai voltar a ganhar as Câmaras Municipais de Alcochete, Almada e Barreiro, como também irá conquistar a Câmara de Setúbal à Coligação Democrática Unitária (CDU), integrada pelo Partido Comunista Português (PCP) e o Partido Ecológico os Verdes (PEV).

Em Lisboa, onde concorre à sua própria sucessão Fernando Medina, do PS, Carlos Moedas, do PSD, diz que o actual presidente da Câmara vai ser afastado nas eleições de 26 de Setembro. As últimas sondagens davam uma vantagem a Fernando Medina de seis pontos.

Ossanda Líber, uma luso-angolana também concorre para a presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Ossanda Líber, de que muito pouco se fala na imprensa, reconheceu saber que são "precisos muitos votos para chegar até à câmara”, mas disse acreditar no apoio dos lisboetas.

A independente considera que a condição de lisboeta não depende do berço e o que conta é o amor e a consideração que tem para com a cidade que escolheu para viver e criar os filhos.

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