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Campeãs africanas, de novo

Vitória suada, ganha na raça e na crença. Assim se caracteriza a conquista do 13º título continental da Selecção Nacional sénior feminina de andebol, ao derrotar na final a similar do Senegal, por 19-14, no Pavilhão Nicole Oba, em Brazzaville, na 23ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN).

13/12/2018  Última atualização 05H00
DR © Fotografia por: Jogadoras angolanas exibem sorrisos e o troféu conquistado com reviravolta no marcador

Com uma primeira parte para esquecer, as campeãs africanas praticaram um jogo incaracterístico, onde o mérito recai para a guarda-redes senegalesa, Assia Germain, que defendeu cerca de 13 ataques das comandadas de Morten Soubak.
Angola entrou mal no desafio, e permitiu que as adversárias se agigantassem e fugissem no marcador. Com dez minutos jogados, 8-1, a favor do Senegal, enquanto o “sete” nacional continuava indiferente a atacar e a defender mal.
Decorridos 13 minutos, Soubak já tinha \"queimado\" dois descontos de tempo, dos três a que tinha direito. A equipa simplesmente não reagia, para gáudio dos cerca de oito mil espectadores presentes no pavilhão, já que as Pérolas eram o alvo a abater.
Aznaide Carlos e Magda Cazanga (laterais) e (central) Isabel Guialo não conseguiam assistir a pivô Albertina Kassoma. Com a entrada de Lilia-na Venâncio, a selecção passou a atacar com duas pivôs e a defender no 5-1, onde Janeth Santos tinha a missão de pressionar o “cérebro” do ataque contrário.
Angola finalmente tinha acertado na fórmula. Logo a seguir, assistiu-se à recuperação das campeãs, enquanto o Senegal passou a enfrentar dificuldades para visar a baliza defendida por Teresa Almeida \"Bá\". 10-7, foi o resultado ao intervalo, favorável para as oeste africanas. Foi a primeira vez na prova que o combinado nacional saiu a perder.
Na segunda parte só deu Angola. Aos 37 minutos, as campeãs africanas passaram à frente do marcador (11-10) e silenciaram o pavilhão. O Senegal ficou 22 minutos sem marcar , e as pupilas de Frederic Bougeant iam cometendo sucessivos erros técnicos. A partir do momento que deixaram de assistir à pivô e capitã Hawa Ndiaye, o jogo das oeste africanas deixou de ter um fio condutor.
Aznaide Carlos e Helena Paulo assumiram o ataque, ao passo que Janeth Santos e Wuta Dombaxi destacaram-se na defesa. Diante deste quadro, as senegalesas tentaram voltar a mandar no jogo, mas sem o efeito desejado, pois o cansaço já se tinha apossado delas.
Às campeãs valeu a entrega e capacidade de sofrimento, mesmo a perderem por nove golos souberam interpretar as orientações vindas do banco, e assim revalidar o título.
   Congo Democrático com o bronze

O Congo Democrático é o último representante africano no Campeonato do Mundo do Japão, em 2019, mercê do triunfo, por 33-22, diante da congénere dos Camarões, na definição do 3º lugar da 23ª edição da Taça de África das Nações de andebol sénior feminino, disputada no Pavilhão Nicole Oba, em Brazzaville.
Com a vitória, as congolesas alcançaram o objectivo inicialmente traçado, que passava por garantir a qualificação para o Mundial. Depois do equilíbrio verificado nos primeiros 15 minutos do encontro, com o marcador a registar empate a sete golos, as congolesas adoptaram uma postura diferente.
A defenderem no 6x0, com variações para o 5-1, montaram um bloco defensivo e obrigaram as camaronesas a redobrarem esforços para  visar a baliza defendida por Audrey Nganmogne. Diante da marcação sobre a meia-distância Cristiane Mwasessa, o técnico Celestin Mpoua orientou Vanessa Moesta (ponta), Agathe Melissa (central) e a lateral Lydia Musonda a comandarem as acções ofensivas.
Sem darem hipóteses às adversárias, ao intervalo venciam o parcial por 16-10, para desalento das pupilas de Simon Menguede. No reatamento,  o combinado congolês entrou decidido a ampliar a vantagem, e deste modo conquistar a medalha de bronze.
As camaronesas, mais uma vez, optaram pelo jogo violento, a fim de intimidarem as oponentes. Seis exclusões por dois minutos e uma expulsão por cartão vermelho da atleta Anne Essam mancharam a prestação do conjunto camaronês.
Vanessa Pasma (pivô) Cláudia Eyanga (ponta) e Onoukou Abianbakon (guarda-redes) eram as mais inconformadas com o rumo dos acontecimentos. O nervosismo, a par dos erros técnicos, levou a melhor, enquanto no seio das congolesas a concentração foi a palavra de ordem.

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