Opinião

Campanha sem sobressaltos

Faz hoje 13 dias desde que os partidos concorrentes às eleições de 24 de Agosto iniciaram a campanha política. Pelo ambiente reinante, marcado sem grandes sobressaltos, nota-se o interesse pela realização de eleições pacíficas e que sejam, verdadeiramente, uma festa da democracia. Faltam 20 dias para a ida às urnas e governados escolherem os governantes para os próximos cinco anos.

04/08/2022  Última atualização 22H20

Estes dias têm sido marcados com realizações de actos de massas nos diversos pontos do país, onde as oito formações políticas têm apresentado as linhas de força dos seus programas de governação. O MPLA abriu a sua agenda de trabalho em Luanda, a UNITA em Benguela e a CASA-CE no Cuanza Norte. São as três principais forças políticas participantes, de uma lista  que fazem parte o PRS, FNLA, P-Njango, APN e o PHA. Cada um, percorrendo o país, vai apresentando o seu programa político, no sentido de colher simpatia.

Independentemente do conteúdo dos programas e manifestos eleitorais, o importante é tornar a festa da democracia num momento digno de registo e que seja, pedagogicamente, um aprendizado. É a quinta vez que a massa votante é colocada diante de uma situação do género e nada melhor do que apelar ao respeito às diferenças e, de forma cívica, manter a tranquilidade e mostrar que continuamos a ser um povo ordeiro.

No fim de tudo, ganharemos todos, porquanto somos todos angolanos e, sem dúvidas, o que anda à volta do pensamento generalizado de cada um de nós, porque amamos esta pátria, é vê-la a progredir sob o ponto de vista social e económico. As realizações em termos de infra-estruturas, nestes cinco anos, foram sinais de que com vontade, sem ambição de surripiar dinheiros públicos, chega-se lá. Hoje, as muitas infra-estruturas erguidas dão garantias de esperanças em anos melhores.

É o que se quer que esteja reflectido nos desafios eleitorais das formações políticas. Com certeza que o que se pretende, rigorosamente, são programas claros e convincentes. Que os partidos proponentes consigam justificar as promessas eleitorais. Não basta dizer que se vai fazer isto ou aquilo, tem de justificar. É como se diz, "de promessas está o inferno cheio”. Há que apostar em quem, efectivamente, dê garantias de realizações e a questão de maturidade para o efeito nem sequer deve ser questionada, porquanto os angolanos sabem o que querem e como o fizeram nas quatro vezes que foram chamados para votar.

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