Mundo

Campanha arrancou ontem em Espanha

A campanha para as eleições gerais espanholas de 28 de Abril, a terceira consulta em menos de quatro anos para tentar encontrar uma solução para a instabilidade política criada pela fragmentação partidária, começou ontem em todo o país.

13/04/2019  Última atualização 06H42
DR

A pouco mais de duas semanas da ida às urnas, o PSOE (socialista) aparece à frente das sondagens, com cerca de 30 por cento das intenções de voto, mas há mais quatro partidos políticos que podem aspirar a ter mais de 10 por cento da votação.
Com mais de 40 por cento de eleitores a afirmarem estar indecisos quanto ao partido em que vão votar, o resultado final é muito incerto, assim como a política de alianças pós-eleitorais.
As sondagens indicam que o PSOE poderia aspirar a Governar tanto com o Unidas Podemos (coligação de extrema-esquerda) como com o Cidadãos (direita-liberal), que no entanto já recusou fazer qualquer aliança pós-eleitoral com os socialistas chefiados pelo actual Primeiro-Ministro, Pedro Sánchez, e aposta tudo na tentativa de liderar um bloco de partidos de direita.
A questão da Catalunha deverá estar muito presente nas duas semanas de campanha eleitoral oficial, com os partidos independentistas daquela comunidade autónoma espanhola, que apoiaram a solução governativa anterior. Na consulta de 28 de Abril, vai aparecer em força o partido de extrema-direita Vox, uma cisão do PP, que as sondagens indicam que poderá ter até cerca de 12 por cento dos votos.
Nas eleições de 28 de Abril, os espanhóis vão eleger as Cortes-Gerais, 350 membros do Congresso dos Deputados (Parlamento, Câmara baixa) e 266 do Senado (Câmara alta).
Os deputados do Congresso dos Deputados são eleitos pelo método de Hondt aplicado em 52 circunscrições eleitorais: 50 províncias espanholas e duas cidades autónomas (Ceuta e Melila).
O Primeiro-Ministro socialista espanhol, Pedro Sánchez, marcou eleições legislativas antecipadas para 28 de Abril para pôr fim ao Governo com menos apoios parlamentares da democracia espanhola, com este escrutínio a realizar-se menos de um mês antes das eleições municipais, regionais e europeias de 26 de Maio próximo.
Pedro Sánchez é chefe do Governo desde 2 de Junho último, depois de o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), com apenas 84 deputados num total de 350, ter conseguido reunir apoios suficientes para aprovar uma moção de censura contra o Executivo anterior, também minoritário, liderado por Mariano Rajoy.
Os partidos independentistas catalães, que apoiaram essa moção, foram agora decisivos para chumbar o projecto de Orçamento para 2019 e provocar a queda do Governo.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Mundo