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Campanha agrícola prevê colheita de 170 mil toneladas de produtos

A província do Cuando Cubango pretende produzir cerca de 170 mil toneladas de cereais, tubérculos, hortícolas e leguminosas, numa extensão de 141 mil e 300 hectares de terras, na campanha agrícola de 2020/2021, informou o director provincial da Agricultura, António Vicente.

23/11/2020  Última atualização 21H51
Governador provincial Júlio Bessa esteve presente na aldeia de Tchilandangombe no acto de lançamento da campanha © Fotografia por: Carlos Paulino | Edições Novembro
 O responsável, que anunciou o facto no acto de lançamento da campanha, realizado no pólo comunitário da aldeia de Tchilandangombe, município do Cuchi, disse que foram mobilizadas 68 mil e 558 famílias camponesas para a produção.
Os camponeses mobilizados, segundo António Vicente, receberam toneladas de se-mentes de milho, feijão-frade, soja, arroz, alho, cebola, to-mate, couve, repolho, entre outros produtos.

 A Agricultura, disse António Vicente, disponibilizou às famílias camponesas toneladas de fertilizantes compostos, sulfato de amónio, ureia, calcário dolomítico, duas mil e 500 enxadas e dez litros de insecticida
 O Cuando Cubango conta com oito pólos comunitários e três agrícolas para  produzir em grande escala na temporada 2020/2021, concretamente nos municípios de Menongue, Cuchi, Cuíto Cuanavale e em Mavinga. "A campanha agrícola agrega vários programas do sector Agrário, fundamentalmente os direccionados para o aumento da produção de alimentos e da segurança alimentar das po-pulações. Portanto, o Governo Provincial, em parceria com o Ministério da Agricultura, está seriamente envolvido nesta empreitada com vista o fomento da actividade agro-pecuária”, assegurou.

 Por sua vez, o governador provincial, Júlio Bessa, que testemunhou o lançamento da campanha, entregou a famílias camponesas da aldeia de Tchilandangombe, sementes, fertilizantes, enxadas e catanas e três motorizadas para o apoio dos técnicos agrónomos que vão  supervisionar a produção nas comunidades.

 "A campanha agrícola é uma grande aposta do Executivo, que visa o aumento do poder de compra das populações nas comunidades. É notório a entrega dos camponeses locais , que estão a quebrar o mito de que o povo do Cuando Cubango, em particular os Nganguelas, não gostam de trabalhar no sector Agrícola. Digo isso, a julgar pelo aumento da produção nos últimos tempos na província”, realçou.

 Segundo o governante, os camponeses anteriormente não produziam em grande escala, por falta de incentivos e apoios, "situação que está mudar completamente em face da aposta do Executivo no combate à fome e à pobreza”. 

Júlio Bessa, que enalteceu os esforços do empresário Alfeu Vinevala, "pelo apoio que presta aos camponeses dos municípios de Menon-gue e Cuchi”, revelou que o Cuando Cubango pretende criar pólos agrícolas com,  pelo menos, 100 hectares nas 32 comunas locais, "com o objectivo de matar a fome e dar emprego à população”.O empresário Alfeu Vinevala produz, na aldeia de Tchilandangombe, numa área de 435 hectares, trigo, soja e milho, entre outras culturas. "Ele dá mostras de que se pode desenvolver a agricultura no Cuando Cubango. Portanto, outros  empresários do ramo estão convidados a seguir o exemplo, pois, o Governo Provincial está aberto para receber quem   investir neste sector ”, garantiu o governador.

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