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Camiões voltam a circular entre Benguela e a Huíla

A circulação de camiões na ponte sobre o rio Cutembo, que liga as províncias de Benguela e da Huíla, foi retomada ontem, depois de seis dias intransitável devido ao colapso da estrutura metálica.

10/01/2020  Última atualização 11H54
Estanislau Costa | Edições Novembro| Lubango © Fotografia por: Instituto de Estradas de Angola garante que o troço já suporta camiões de mercadorias

O Jornal de Angola constatou que no momento da reabertura da via, mais de 270 caminhões com mercadorias diversas se encontravam de um lado ao outro, sendo pelo menos 20 do projecto mineiro de Kassinga (Jamba-mineira).

O director provincial das Obras Públicas, Rosário Imapanzo, confirmou que a abertura ao tráfego se deu às 11h00 de ontem, com viaturas ligeiras e pequenos autocarros, de modo a testar a capacidade da estrutura para suportar tonelagens acima das 30 e considerar-se aberta definitivamente.
As fortes chuvas que se abatem sobre a região levaram à subida do caudal do rio, destruindo parcialmente o aterro que suporta a estrutura metálica. Rosário Imapanzo disse que os trabalhos técnicos para assegurar que o empreendimento suportasse camiões com mais de 30 toneladas fizeram com que levassem mais tempo do que o previsto.
O Instituto de Estradas (INEA), técnicos das Obras Públicas e engenheiros da empresa nacional Omatapalo trabalharam na reabilitação da estrutura metálica, remoção de solos danificados, colocação de novos e implantação da base de sustentação.
“Colocámos um sistema reforçado com betão nas duas margens da ponte por serem favoráveis à retenção da pressão da água”, disse, para garantir que estão criadas as condições para a estrutura aguentar até final da época chuvosa.
O director provincial do Instituto Nacional de Estradas na Huíla, Carlos Cumuenho, revelou que, para a construção de uma estrutura definitiva e moderna, estão em curso estudos técnicos para definir o tipo de ponte a erguer e solucionar o problema.
António Albuquerque, camionista, 39 anos, considerou “um alívio para os automobilistas e respectivos proprietários das mercadorias”.
“São muitos dias parados. Agora, é preciso uma solução definitiva para evitar situações como esta, que embaraça o progresso da economia nacional”, disse, aliviado por poder seguir viagem, com as mais de 20 toneladas de mercadorias que transporta do município de Chicomba, na Huíla, para Benguela.
Se António está satisfeito por voltar a fazer os mais de 400 quilómetros até à cidade das Acácias Rubras, Paulo Gonçalves não teve a mesma sorte. As várias toneladas de tomate adquiridas no Mercado do Mutundo, no Lubango, deterioraram-se. “Perdi à volta de três milhões de kwanzas, porque o tomate não resistiu a estes seis dias de calor, que ficamos aqui à espera da ponte”, afirmou.

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