Economia

Caixa Geral e INAPEM assinam linha de crédito

Hélder Jeremias

Jornalista

O Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) e o Banco Caixa Geral de Angola (BCGA) assinaram, sexta-feira, em Luanda, uma linha de financiamento para a concessão de créditos de 50 a 100 milhões de kwanzas a operadores económicos nacionais.

12/06/2022  Última atualização 09H25
Presidente do INAPEM (à direita) e o administrador do BCGA © Fotografia por: Edições Novembro
Rubricado pelo presidente do Conselho de Administração do INAPEM, João Nsoki, e o administrador do BCGA Francisco da Silva, o acordo ajuda a mitigar as dificuldades dos empreendedores na apresentação de projectos bem estruturados e garantias de reembolso nos municípios.

De acordo com Francisco da Silva, o BCGA estabeleceu uma matriz dos documentos necessários para cada operação, de acordo com o montante associado aos projectos, onde, além do rigor na análise, está prevista a celeridade na concessão de crédito.

"Estamos preparados para dar resposta em tempo reduzido sempre que os processos chegarem ao banco, uma vez que o propósito é termos uma forte capacidade de resposta. Não significa que a resposta seja sempre positiva, mas que seja dada em tempo útil, pelo que desejamos uma organização e filtragem na ‘nascente’, para que a percentagem de aprovação seja a mais elevada possível”, frisou.

Questionado sobre o volume da linha de crédito, Francisco da Silva  referiu que, nos dias de hoje, a concessão de crédito é baseada no capital que o banco tem disponível, bem como nas garantias associadas, de modo que "não há, propriamente, um montante de alocação a esses projectos”.

"Trata-se do capital que o banco tem disponível para conceder crédito. O nível de garantias associadas a cada projecto vai definir maior ou menor absorção de capital, isto é, um projecto com mais garantias e mais património, terá maior probabilidade de ser aprovado”, avançou.

Francisco da Silva estabeleceu em 50 milhões  a média do financiamento por projecto, podendo chegar até 100 milhões sempre que o conjunto de peças contabilísticas necessário com o capital do promotor oferecer garantias plausíveis.

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