Economia

Cadeia logística no Bié

João Constantino | Cuito

Jornalista

A província do Bié vai ter, em breve, uma cadeia logística para atender as províncias fronteiriças e assim aproveitar melhor o corredor do Lobito, afirmou o governador da província, Pereira Alfredo, quando apresentava à uma comitiva do Banco Mundial os projectos prioritários que necessitam de financiamentos.

21/09/2021  Última atualização 10H08
Representante do Banco Mundial, Jean Christopher Carret © Fotografia por: Edson Fabrizio | Edições Novembro | Bié
Pereira Alfredo disse que os sectores da agricultura, transportes, saneamento básico, educação, infra-estruturas, energia e águas constituem o maior esteio para o desenvolvimento da província do Bié. "Com isso, temos programas e projectos que carecem de financiamentos, neste caso do Banco Mundial”.


O governador do Bié disse, por outro lado, que as prioridades da província com o Banco Mundial são a educação, para diminuir ao máximo o fosso de crianças fora do sistema de ensino.

É também prioridade da província do Bié, de acordo com o governador Pereira Alfredo, o fornecimento de energia, uma vez que para levar-se o desenvolvimento às outras zonas, faz-se necessária a presença de energia.
"Hoje, a província tem energia, mas precisamos levar aos municípios para gerar o desenvolvimento necessário. A nossa terceira prioridade é a agricultura, uma vez que o Bié tem todas as condições para produzir em grande escala, sendo um desafio da transformação”, afirmou.


Pólo Industrial
O estado actual do Pólo In-dustrial do Cunje, que ne-cessita de financiamento, também foi apresentado, pois a província é uma plataforma para o corredor do Lobito, disse  o governador. Pereira Alfredo apresentou ainda a necessidade da construção das estradas Cuito /Cuemba/Moxico, estrada paralela ao caminho de ferro, e Cuito/Andulo/Malanje, para facilitar o escoamento dos produtos.

"A cadeia logística do Cunhinga é outro projecto que estamos a desenvolver com o Ministério dos Transportes, pois temos aqui a linha férrea, para distribuirmos as mercadorias para as províncias fronteiriças com a nossa”, avançou.
O director Regional do Banco Mundial para Angola, República Democrática do Congo e São Tomé e Príncipe, Jean Chistophe Carret, trabalhou, nesta segunda-feira, na província  do Bié para acompanhar as execuções dos projectos financiados por aquela instituição, com maior incidência o programa MOSAP II.

Segundo disse, é preocupação saber, como se poderá alavancar a parceria e quais as áreas estratégicas, que deverão focalizar o financiamento do Banco Mundial.

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