Cultura

Cabo Verde : Fotógrafos lusófonos em residência artística

Ao todo, doze fotógrafos de países como Angola, Cabo Verde e Moçambique participam na sexta edição da residência artística Catchupa Factory, que decorre na galeria Nhô Damásio, no Centro Nacional de Arte Artesanato e Design (CNAD), em São Vicente, Cabo Verde.

12/09/2022  Última atualização 08H40
Angolano Jerónimo Félix é um dos participantes na iniciativa © Fotografia por: DR

Em declarações à Inforpress, Diogo Bento, da Associação Olho de Gente (AOJE), que promove a residência artística, explicou que o evento tem a duração de três semanas, durante as quais os participantes passam por um processo de criação artística, partilham a experiência e apresentam os resultados.

"É um processo de criação artística, em que os participantes trazem a experiência dos países e usam a cidade e ilha como um palco para a criação artística. No final, cada um desenvolve um projecto fotográfico que será apresentado”, afirmou a mesma fonte, salientando que "cada edição é diferente porque cada participante traz o seu conhecimento, o que é um facto enriquecedor”.

Entretanto, segundo Diogo Bento, a residência não termina com a apresentação dos resultados. É que, clarificou, as várias edições desta residência artística possibilitaram a criação de um grupo, a que chamou de Catchupa Family, de cerca de 60 criadores envolvendo pessoas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), que continuam a colaborar em rede.

Um dos fotógrafos participantes, Jerónimo Félix, natural de Angola, disse que a experiência tem sido boa porque cada um chega com uma percepção do seu país e se depara com uma realidade diferente.

 "Percebi que tínhamos que estudar e conhecer me-lhor o meio tendo em conta as informações passadas pela Catchupa Factory. E a experiência tem sido muito boa porque entramos com uma visão e acabamos por sair com um olhar super diferente”, adiantou.

Catchupa Factory é um programa de incentivo à criação artística, em formato de residência artística, dirigido a "fotógrafos e artistas emergentes” dos PALOP.

Conta com o financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian e do programa Diversidade, que é um instrumento de subvenções para a diversidade cultural, cidadania e identidade no âmbito do projecto Procultura / PALOP-TL.

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