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Cabo Verde acorda isenção de vistos com Guiné Equatorial

O Governo cabo-verdiano acordou com a Guiné Equatorial a isenção recíproca de vistos em passaportes ordinários e ainda este ano pretende fechar acordo idêntico com Marrocos, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros cabo-verdiano.

07/10/2022  Última atualização 14H40
© Fotografia por: DR

"Tem a ver com a mobilidade que nós estamos a incentivar no quadro da CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa], também no quadro de um acordo mais geral celebrado em todos os países da CPLP. E esta isenção de vistos [com a Guiné Equatorial], que já existia em passaportes diplomáticos e de serviço, agora é alargada aos passaportes ordinários", revelou Rui Figueiredo Soares.

O chefe da diplomacia cabo-verdiana falava em conferência de imprensa, na Praia, sobre as decisões do Conselho de Ministros no dia anterior, nomeadamente a aprovação do projecto de proposta de resolução que aprova, para ratificação, o acordo entre os governos de Cabo Verde e da Guiné Equatorial sobre isenção recíproca de vistos em passaportes ordinários e outro com Marrocos, neste caso para titulares de passaportes diplomático e de serviço.

"Nesta primeira etapa celebramos um acordo que foi assinado para isenção de vistos em passaportes diplomáticos e de serviço e estamos - eu queria aproveitar para informar - em fase avançada de negociação do acordo de isenção de vistos em passaportes ordinários. Como sabem, há um grande movimento entre Marrocos e Cabo Verde e já deixamos entregue para apreciação das autoridades marroquinas, com a promessa por parte do Marrocos, que até finais deste ano e início do próximo ano também poderemos ter um novo acordo", explicou o ministro, sublinhando que a proposta passa por alargar a isenção aos passaportes ordinários.

A população de Cabo Verde ronda os 500 mil habitantes, mas o Governo estimou recentemente que mais de um milhão e meio de cabo-verdianos vivem na Europa e Estados Unidos da América (EUA), estando o sistema financeiro do arquipélago dependente das remessas desses emigrantes.

"Nós não incentivamos os cabo-verdianos a emigrarem, mas já sabemos que o povo cabo-verdiano desde sempre se destinou muito à emigração, abriu os olhos, olhou para a emigração. Aliás, não é por acaso que nós temos mais cabo-verdianos descendentes de cabo-verdianos no exterior em relação ao país. É sempre um sonho dos cabo verdianos emigrar, ir para terra longe, embora a terra longe nem sempre seja a solução", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, questionado sobre o impacto das facilitações de vistos com vários países na emigração cabo-verdiana.

"Mas pretendemos, por exemplo, que todos os nossos comerciantes que se deslocam a Marrocos brevemente também possam ter este circuito facilitado. É essencialmente nesta perspectiva de termos trocas comerciais neste mundo que está cada vez mais uma aldeia global", sublinhou.

Neste Conselho de Ministros foi ainda aprovado um projecto de proposta de resolução que aprova, para ratificação, o acordo sobre serviços aéreos entre os governos de Cabo Verde e de Marrocos.

"Destina-se também a facilitar os investimentos e as trocas em termos de transportes aéreos e em termos de transportes aéreos e trocas comerciais entre Cabo Verde e Marrocos, o que será certamente de mais-valia nestes tempos, em que as companhias aéreas estão a passar por dificuldades que todos conhecem derivadas da pandemia de covid-19", explicou o ministro, porta-voz do Conselho de Ministros, mas sem detalhar os termos da proposta.

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