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Cabinda: Medidas de prevenção travam imigração ilegal

A entrada ilegal de cidadãos congoleses para o território nacional, através da província de Cabinda, registou uma diminuição significativa, graças às medidas de prevenção e de contenção à Covid-19 em vigor em Angola, na República Democrática do Congo (RDC) e Congo-Brazzaville.

07/05/2020  Última atualização 08H15
Edições Novembro © Fotografia por: Comandante-geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida.

A constatação foi feita, ontem, pelo comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-geral Paulo de Almeida, no termo de uma visita de trabalho de dois dias à província de Cabinda, no quadro do seu programa de verificação das condições de fiscalização das fronteiras nacionais. “Neste período de quarentena e do Estado de Emergência, não há números significativos de violação das nossas fronteiras. Temos de realçar que a RDC também está a tomar algumas medidas de contenção e achamos que esse duplo esforço das forças de fronteira de ambos países está a fazer com que a situação de violação esteja controlada”, admitiu.

De acordo com o comissário-geral, o uso de drones e do sistema de iluminação nocturna com um raio de dez quilómetros ao longo da fronteira sul entre Cabinda e a RDC vai ajudar bastante os efectivos da Polícia de Guarda Fronteira a fiscalizar e conter a entrada ilegal de estrangeiros para o território nacional. Paulo de Almeida reconheceu que o reduzido número de efectivos colocados ao longo dos postos fronteiriços causa uma certa preocupação ao Comando-Geral da Polícia Nacional, na medida em que impossibilita a cobertura airosa da vasta extensão da fronteira que separa Angola e os países vizinhos.

“Vamos precisar de mais efectivos. Aliás, é um problema que temos em todas as fronteiras do país. Precisamos de renovação”, admitiu o comandante, para quem, enquanto isso não acontecer, tem de se fazer o possível para que a Polícia cumpra a sua missão. Depois de visitar os postos de Tendequele, Yema, Luvassa, Massábi e Manenga, o comissário-geral Paulo de Almeida considerou que a Polícia da Guarda Fronteira nessas localidades está bem estruturada e organizada e a fazer um bom trabalho. “Não apresentaram grandes dificuldades no controlo da fronteira”, disse.

No entender do comandante-geral da Polícia Nacional, o problema das fronteiras não está nos postos legais de travessia, mas nas vias clandestinas, onde as pessoas passam para realizar os seus afazeres. “É uma situação que, no futuro, vamos ter que estudar, já que o assunto da fronteira é um problema complexo que envolve questões sociais, económicas e familiares e torna-se, às vezes, muito complicado o controlo das pessoas”, reconheceu.

Paulo de Almeida garantiu todo o apoio em meios técnicos para que a Polícia de Guarda Fronteira possa melhorar o trabalho de fiscalização. O comandante deixou uma palavra de apreço e de encorajamento às Forças de Defesa e Segurança e Ordem Interna, estacionadas na província pelos esforços que têm feito no combate à Covid-19. 

Relativamente à pandemia, Paulo de Almeida assegurou que o trabalho de sensibilização que os efectivos da Polícia Nacional têm estado a fazer ajuda as populações a acatarem as orientações sobre as medidas de prevenção à Covid-19. Apesar das preocu-pações com a pandemia, apelou os diversos órgãos da Polícia para não descurarem as atenções que devem ter no controlo das fronteiras.

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