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Burlador de multicaixa detido pelo SIC no Soyo

Bernardo Hebo, 19 anos, foi detido, quarta-feira, no município do Soyo, província do Zaire, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), acusado de fazer parte de uma rede de burladores de cartões multicaixa, soube o Jornal de Angola de fonte policial.

14/08/2020  Última atualização 11H56
DR

Fonte do SIC explicou que o indivíduo foi detido, na posse de cinco cartões multicaixa de distintos bancos, após uma denúncia anónima, quando o mesmo efectuou uma transferência no valor de dois milhões de kwanzas, para a conta de um amigo do seu irmão, que se encontra igualmente a contas com a Justiça.

Após a detenção, Bernardo Hebo alegou ter achado, na via pública, junto a uma agência do BPC, um cartão multicaixa, por sinal pertencente ao seu avô, com o qual transferiu para a conta do amigo do irmão os dois milhões de kwanzas.
Questionado sobre como identificou o código do cartão, o indivíduo alegou ter descoberto através de inserção aleatória de dígitos, explicação que não convenceu os elementos do Serviço de Investigação Criminal que o interrogavam.

“Apanhei o cartão junto a uma agência do BPC. Tentei inserir aleatoriamente os números, para descobrir o código e deu certo. Soube que o cartão é do meu avô, depois de fazer a transferência de dois milhões de kwanzas, para a conta do amigo do meu irmão”, disse Bernardo Hebo.
Numa operação “Mutimba”, o Serviço de Investigação Criminal, realizou, ontem, cinco buscas dirigidas nos bairros Garra, Nona e Kinuica, que resultaram na detenção de nove indivíduos acusados de prática de crimes de furto qualificado, roubo e desacato contra as autoridades.

A operação, segundo a fonte da Polícia Nacional no Zaire, permitiu a recuperação de diversos bens que se encontravam na posse dos infractores. Entre os artigos recuperados, constam botijas de gás butano, telemóveis, televisores plasma, aparelhos de som, ar condicionado e vários frigoríficos.
Durante a operação, foi também detido um funcionário de uma unidade sanitária local, designada por “Clínica”, situada no bairro Nona, arredores da cidade do Soyo, surpreendido a vender no mercado informal medicamentos, supostamente furtados da unidade.
Em sua defesa, o indivíduo negou a acusação, afirmando à imprensa que os medicamentos que comercializava foram adquiridos em Luanda para revender no Soyo. “Não tirei os medicamentos do hospital”, disse, visivelmente abalado.

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