Economia

Búlgara nomeada para directora-geral do FMI

A búlgara Kristalina Georgieva tornou-se quarta-feira a segunda mulher a ser nomeada directora-geral do Fun-do Monetário Internacional (FMI), anunciou o Conselho de Administração da instituição em Washington.

27/09/2019  Última atualização 23H25
DR © Fotografia por: Kristalina Georgieva com sólida experiência foi a directora executiva do Banco Mundial

Georgieva, 66 anos, era a única candidata ao cargo e beneficiou de uma mudança nos estatutos do FMI relativa ao limite de idade, permitindo que a sua candidatura fosse válida. O seu mandato no FMI terá a duração de cinco anos e começa a 1 de Outubro.
Com a saída da francesa Christine Lagarde da liderança do FMI, após oito anos como o principal rosto da instituição com sede em Washington, nos Estados Unidos, Krista-lina Georgieva foi no início de Agosto a escolha da Europa para a suceder.
“Assumo as minhas novas funções consciente dos grandes desafios que tenho. O crescimento económico mundial continua a decepcionar, as tensões comerciais persistem e o peso da dívida é maior em muitos países”, declarou Georgieva citada num comunicado.
“Neste contexto, a minha prioridade imediata na liderança do FMI será ajudar os países membros a minimizarem o risco de crise e a prepararem-se para enfrentar a desaceleração económica”, acrescentou a economista.
Kristalina Georgieva tem uma sólida experiência em finanças internacionais, beneficiando também do estatuto de mulher e cidadã de um país da Europa oriental. Depois de 2017, foi a directora executiva do Banco Mundial, onde fez a maior parte da sua carreira e onde ganhou experiência no dossier do ambiente, ao desempenhar funções nas áreas do desenvolvimento sustentável, especialmente em questões agrícolas.
A economista também desempenhou o cargo de comissária europeia para a ajuda humanitária, entre 2010 e 2014, quando teve de substituir a inicial candidata da Bulgária.
Kristalina Georgieva também assumiu o cargo de vice-presidente da Comissão Juncker, entre 2015 e 2016, como responsável pelo orçamento e recursos humanos.
Adquiriu reputação de alta funcionária enérgica e tenaz, podendo ser dura ao defender dossiers que considere extremamente importantes, de acordo com um diplomata citado pela agência France-Presse.
Recentemente, Kristalina Georgieva foi nomeada como possível sucessora do polaco Donald Tusk na presidência do Conselho Europeu, cargo que acabou por ser atribuí-do ao belga Charles Michel no início de Julho.
Em 2016, a diplomata que fez valer as suas capacidades de persuasão e conseguir consensos, foi finalista inesperada na eleição para o cargo de Secretário-Geral da ONU, atribuído, no final, ao português António Guterres.
Kristalina Georgieva completou 66 anos no dia 13 de Agosto, ultrapassando o limite de idade de 65 anos imposto pelos estatutos do FMI desde 1951.
O Fundo Monetário Internacional anunciou que o Conselho de Administração da instituição vai realizar reuniões com Georgieva para uma nomeação que deverá estar concluída até ao dia 4 de Outubro.

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