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Bruxelas pode propor fim da mudança de hora

A Comissão Europeia vai propor o fim da mudança de hora, depois de essa ter sido a vontade expressa de uma grande maioria dos europeus na consulta pública lançada no início deste Verão, anunciou ontem o presidente do executivo comunitário.

01/09/2018  Última atualização 10H19
Correio popular © Fotografia por: Europeus preferem horário unificado com resto do mundo

“Milhões de cidadãos disseram que não querem continuar a alterar o relógio. A Comissão Europeia vai fazer o que eles dizem. Seguir-se-á proposta legislativa”, anunciou Jean-Claude Juncker, por meio da conta de uma das suas porta-vozes na rede social Twitter.
O presidente da Comissão Europeia acrescentou, em declarações à estação televisiva alemã ZDF, que “quando se consulta os cidadãos sobre algo, convém de seguida fazer aquilo que eles desejam.”
Actualmente, as disposições relativas à hora de Verão na União Europeia exigem que os relógios sejam alterados duas vezes por ano, uma em Março e outra em Outubro - para ter em conta a evolução dos padrões de luz do dia e tirar partido da luz disponível num dado período. Recorde-se que foi realizada uma consulta pública para perceber qual é a opinião dos europeus relativamente a este assunto e, apesar do relatório final ainda não ter sido divulgado,  a imprensa alemã antecipou-se e noticiou que, pelo menos, 80 por cento dos europeus que responderam à consulta preferem apenas um horário unificado.
A consulta pública online sobre a mudança de hora, lançada pela Comissão Europeia em Julho e concluída em 16 de Agosto, teve uma participação recorde no território da União Europeia, com mais de 4,6 milhões de contributos.
A mudança de hora é feita com base na crença de que promove uma maior poupança de energia, uma maior segurança rodoviária e um melhor aproveitamento dos tempos livres, na medida em que o objectivo é haver mais luz solar durante as horas úteis do dia.
Contudo, estudos recentes referem que a mudança de hora pouco influencia nestes aspectos e que o impacto da mudança nos bio-ritmos humanos, até em níveis de concentração, são mais graves do que se possa imaginar.

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