Coronavírus

Bruxelas atribui 120 milhões de euros para 11 projectos

A Comissão Europeia seleccionou 11 novos projectos, no valor de 120 milhões de euros, para apoiar e permitir a “investigação urgente” do vírus SARS-CoV-2 e as suas variantes, responsável pela Covid-19, envolvendo 312 equipas de investigação de 40 países.

25/07/2021  Última atualização 07H25
© Fotografia por: DR
Em comunicado, o Executivo comunitário explica que "seleccionou 11 novos projectos no valor de 120 milhões de euros ao abrigo do Horizonte Europa, o maior programa europeu de investigação e inovação 2021-2027, para apoiar e permitir a investigação urgente sobre o coronavírus e as suas variantes”.

"Este financiamento faz parte de uma vasta gama de acções de investigação e inovação tomadas para combater o coronavírus e contribui para a acção global da Comissão, para prevenir, mitigar e responder ao impacto do vírus e das suas variantes”, acrescenta a instituição.

Os 11 projectos em causa envolvem 312 equipas de investigação de 40 países, incluindo 38 participantes de 23 países fora da União Europeia. A maioria dos projectos irá apoiar ensaios clínicos para novos tratamentos e vacinas, bem como o desenvolvimento de redes de cooperação de grande escala fora das fronteiras da Europa, de acordo com a informação divulgada por Bruxelas. Outros projectos reforçarão e alargarão o acesso às infra-estruturas de investigação que prestam serviços ou que são necessárias para partilhar dados, conhecimentos especializados e recursos entre investigadores, de modo a permitir a investigação sobre o coronavírus e as suas variantes.

Segundo a Comissão Europeia, os consórcios irão colaborar com outras iniciativas e projectos relevantes a nível nacional, regional e internacional, contribuindo ainda para a construção da futura Autoridade Europeia de Preparação e Resposta a Emergências em matéria de Saúde (HERA). Embora o financiamento destes 11 projectos esteja condicionado a uma decisão final da Comissão e à assinatura dos acordos de subvenção Horizonte Europa nos próximos meses, as equipas de investigação já podem iniciar o seu trabalho.


Certificados digitais

A Comissão Europeia emitiu recomendações aos países da União Europeia (UE) para verificação dos certificados de vacinação, recuperação e testagem, visando uma "experiência o mais tranquila possível” para passageiros e tripulações, perante a preocupação do sector aéreo.

"Após o lançamento do Certificado Digital Covid da EU, a 1 de Julho, a Comissão Europeia emitiu directrizes para os Estados-membros da UE sobre as melhores formas de as verificar antes da viagem, assegurando a experiência mais tranquila possível, tanto para os passageiros aéreos como para o pessoal”, assinala o Executivo comunitário, numa informação, divulgada quinta-feira.

Classificando este comprovativo da recuperação ou vacinação anti-Covid-19 ou da testagem negativa como "essencial para apoiar a reabertura segura do sector das viagens”, nomeadamente nesta época turística, Bruxelas assinala também que, "como o número de passageiros irá aumentar durante o Verão, será necessário verificar um maior número de certificados”.

E, destaca Bruxelas, "o sector aéreo está particularmente preocupado com isto, uma vez que, em Julho, por exemplo, o tráfego aéreo deverá atingir mais de 60% dos níveis de 2019, e irá aumentar a partir daí”.

A Comissão Europeia pede assim aos países europeus uma "abordagem mais bem coordenada”, afirmando que tal "ajudaria a evitar congestionamentos nos aeroportos e ‘stress’ desnecessário para os passageiros e o pessoal”, tendo em conta que, em muitos casos, os certificados são verificados de formas bastante diferentes, consoante os locais de partida, trânsito ou chegada.

Em concreto, e para evitar duplicações na verificação (isto é, por mais do que um operador ou autoridade), o Executivo comunitário sugere um processo de verificação de "ponto único” antes da partida, envolvendo a coordenação entre autoridades, aeroportos e companhias aéreas.

Além disso, para a instituição, os Estados-membros da UE devem assegurar que a verificação seja efectuada o mais cedo possível no processo e, de preferência, antes da chegada do passageiro ao aeroporto de partida.
"Isto deverá assegurar viagens mais suaves e menos encargos para todos os envolvidos”, observa a instituição.

Citada em nota de imprensa, a comissária europeia dos Transportes, Adina Vălean, aponta que "tirar o máximo partido do Certificado Digital Covid da UE exige a harmonização do protocolo de verificação”.

Por isso, "cooperar num sistema de ‘balcão único’ para verificar os certificados permite uma experiência de viagem sem entraves para os passageiros em toda a União”, conclui a responsável pela tutela.

O certificado digital europeu de imunização contra a Covid-19 ou realização de teste negativo entrou em vigor no início do mês. Este ‘livre-trânsito’, que é gratuito, funciona de forma semelhante a um cartão de embarque para viagens, com um código QR para ser facilmente lido por dispositivos eletrónicos e na língua nacional do cidadão e em Inglês.

O documento deverá ser cada vez mais usado, à medida que aumenta o número de cidadãos europeus vacinados, sendo que, de momento, mais de 67% dos adultos da UE já têm pelo menos uma dose da vacina anti-Covid-19 e mais de 51% estão totalmente imunizados.


Em meados de Junho, o Conselho da UE adoptou uma recomendação para abordagem coordenada nas viagens, propondo que vacinados com pelo menos uma dose e recuperados da Covid-19 não sejam submetidos a medidas restritivas como quarentenas ou testes.

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