Cultura

Brigada Jovem de Literatura cria rede de leituras públicas

Maximiano Filipe | Benguela

Jornalista

A Brigada Jovem de Literatura de Angola (BJLA) criou, a semana passada, uma rede de leituras públicas, numa iniciativa para reforçar o incentivo à leitura, entre os jovens de Benguela.

04/07/2022  Última atualização 07H55
Agentes culturais estão preocupados com o estado de muitas bibliotecas do país pelo papel destas na formação de leitores © Fotografia por: Garcia Mayatoko | Edições Novembro

O delegado provincial da BJLA em Benguela, Sapula Wendaki, informou que o projecto vai ser móvel, com uma estratégia mais focada à exposição semanal de livros, de autores nacionais e estrangeiros, com conteúdos infantis, científicos e literários.

A exposição de livros, explicou, vai ser movimentada de uma escola para a outra, assim como para os locais de maior concentração populacional da província, para que toda a sociedade tenha acesso gratuito aos títulos.

Agora que se vive a época de férias escolares, o projecto vai atender, em especial, a periferia da província, sobretudo os bairros mais distantes da capital, para ajudar a ocupar o tempo livre dos adolescentes e jovens.

"É um projecto amplo, que inclui todos os cidadãos ávidos por leitura. A ideia é criar novos e mais hábitos de leitura, assim como elevar o conhecimento dos leitores, em particular os jovens”, disse, acrescentando que o projecto tem a colaboração da fundação António Agostinho Neto e do Gabinete Provincial da Educação de Benguela.

 

Bibliotecas

O delegado da BJLA em Benguela adiantou ainda que a organização está a desenvolver acções de sensibilização nas comunidades, para incutir nos habitantes locais a cultura de pesquisa de livros nas bibliotecas.

Actualmente, destacou, "temos visto inúmeros jovens estudantes a usarem as plataformas digitais para consultas ao invés das bibliotecas”. Esta realidade, pediu, deve ser invertida, para dar aos jovens mais possibilidades de leitura.

A província, adiantou, conta com uma biblioteca no município do Lobito, junto à administração municipal, com mil livros, e outra em Benguela, com três mil títulos diversos, apesar de a maior parte do material estar em estado obsoleto. O surgimento da Mediateca em Benguela, continuou, ajudou a aumentar a cultura de leitura, a nível local. Instalada nos arredores de Benguela, a Mediateca é centrada nas instituições de ensino, em especial o Liceu Comandante Kassanji, a escola 10 de Fevereiro e o Instituto Médio Normal de Educação.

O gestor da Mediateca de Benguela, Hélder Fortes, disse que atendem, diariamente, 200 visitantes. O espaço, reforçou, conta com mais de sete mil livros diversos. Entre os títulos mais procurados há a destacar os de Engenharia, Matemática e Direito. O horário de atendimento é, de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 18h00.

A Mediateca de Benguela, acrescentou, tem servido também como plataforma para a realização de diversas actividades e tem sido usada como espaço para a promoção da inclusão social e digital.

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