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“Braille” condiciona ensino no Cunene

O subdirector pedagógico da Escola Rainha Nekoto, Orlando de Freitas, apontou, quarta-feira, em Ondjiva, a falta de máquinas “braille” como um dos principais problemas que condiciona a implementação do programa de inclusão de crianças com deficiência visual nas escolas do Ensino Geral.

24/12/2021  Última atualização 09H15
Deficientes visuais © Fotografia por: DR
Orlando de Freitas disse que a única escola da província do sistema especial (Escola Especial Rainha Nekoto) passou para o Ensino Geral, dentro da política nacional da educação especial. Neste momento, estão a ser redimensionadas as escolas, bem como o Núcleo de Apoio a Inclusão, para se aferir o pressuposto que recomenda que a criança se matricule numa escola mais próxima da casa.

O responsável disse que para além da falta de máquinas "braille” para distribuição nas escolas, também há falta de papel específico e de materiais para visão, entre outros. Informou que, há algum tempo, a Escola Rainha Nekoto beneficiou de 24 máquinas "braille”, das quais estão hoje em funcionamento apenas oito, com as demais a precisarem de manutenção.

Orlando de Freitas adiantou que já se trabalha no sentido de se massificar a própria inclusão nas escolas do Ensino Geral. Contudo, admitiu ser necessário a criação de serviços de Ensino Especial em todas as escolas. "A um bom tempo, trabalhamos com a Escola Comandante Cow-boy, onde já existem alunos com deficiência auditiva e visual, em função da necessidade”, salientou.

O responsável reforçou que em cada início do ano lectivo os professores têm sido refrescados, para o aperfeiçoamento de conhecimentos. "É neste sentido que, também, são contemplados por esta área de inclusão, para não terem dificuldades de lidar com alunos especiais”, referiu. Orlando de Freitas concluiu que o presente ano lectivo matriculou 238 alunos com diferentes necessidades especiais.

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