Economia

BPC vende divisas ao preço mais alto

O Banco de Poupança e Crédito (BPC) vendeu, ontem, as divisas que adquiriu nos leilões do Banco Nacional de Angola da última semana ao preço de 505 kwanzas por cada dólar, o preço mais alto registado no total de 26 operadores listados.

18/12/2019  Última atualização 09H05
DR © Fotografia por: Taxa oficial de compra e venda é agora publicada na página do Banco Nacional

De acordo com o mapa de publicação do BNA, que fez saber de uma ligeira apreciação do kwanza em relação ao dólar e ao euro, os bancos Atlântico e VTB seguiram-se com taxas de 491 kwanzas cada. Já na venda de euros, o BPC foi também o mais caro ao cobrar 563 kwanzas, superando os 549 e 547 kwanzas fixados pelo VTB e Atlântico, respectivamente.

A tabela diária publicada pelo BNA na sua página de Internet (ver quadro baixo) mostra que a média da taxa cambial actual, até ontem, era de 481 kwanzas para o dólar e 536 para o euro. Em relação ao dia anterior, segunda-feira, a variação positiva do kwanza foi de 0,84 por cento no dólar e 0,91 para o euro.
Quanto às casas de câmbio, foi a Alameda Câmbios que vendeu o dólar ao preço mais alto, ou seja, 560 kwanzas por cada dólar. Atrás desta ficaram a Sancase e a Moneta com 615 kwanzas cada uma. Em relação ao euro, quem vendeu mais caro foi Gems Câmbio com 665 kwanzas, superior aos 660 da Moneta e da Sancase.

Mercado informal
Nas ruas, nas chamadas kinguilas, a venda de divisas está ligeiramente mais alta, sendo 560 e 610 kwanzas para o dólar e o euro. Se o cliente quiser adquirir as divisas em troca dos seus kwanzas tem de pagar 590 kwanzas para um dólar e 650 o euro.
Embora haja esta evolução positiva e um sinal de maior controlo do operador, que na semana passada comprou compulsivamente os excessos de divisas detidos por determinados bancos à revelia dos instrutivos, no terreno ainda se assiste, por parte de bancos comerciais, a exigência de apresentação de bilhete de passagem e visto de entrada para a cedência de divisas aos interessados.
Determinados bancos também justificam a não cedência de divisas que os clientes têm em conta a uma suposta não existência de cobertura, o que também contraria as deliberações do Banco Nacional de Angola.

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