Economia

BPC pede pagamento avançado para emprestar

Empresários ligados a pequenas e médias empresas (PME) interessados na linha de financiamento de 325 milhões de dólares do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) de-vem avançar 20 por cento do valor global dos empréstimos que solicitarem.

09/09/2018  Última atualização 11H00
Jesus Silva|Edições Novembro © Fotografia por: Banco público adopta atitude mais cautelosa para conceder créditos financiados pelo BAD

A linha de crédito, repassada aos clientes pelo Banco de Poupança e Crédito (BPC),  no âmbito do acordo estabelecido com o BAD em 2017, foi lançada na província da Huíla, durante a “Expo Huí-la 2018”, realizada em Agos-to último.
Até o momento, o BAD já disponibilizou a primeira tranche de 120 milhões de dólares, estando prevista a segunda para breve. Em declarações ontem à Angop, o director de Marketing do BPC, Manuel Júnior, referiu que a comparticipação serve para alavancar o próprio projecto e mitigar os riscos de financiamento.
“Não existe, em parte ne-nhuma do mundo, um banco a financiar 100 por cento do projecto. Se um banco conceder um crédito habitacional, este vai financiar 70 a 80 por cento do valor solicitado”, sublinhou.
Cada empresário que apresentar o seu projecto, acrescentou, tem que dar garantias de 20 por cento do valor que está a solicitar, cumprindo deste modo com as normas internacionais e requisitos de financiamento que os bancos praticam.
Sem precisar o número de projectos que já deram entrada para habilitação ao financiamento, Manual Júnuir disse que o BPC está a trabalhar para ajustar e analisar alguns projectos para a concessão do crédito.
Sublinhou que, tendo em conta o malparado, o BPC aposta em projectos que tragam resultados. “Não queremos projectos que possam perigar o próprio investimento e o esforço do BAD, BPC e do Estado”, declarou.
Os empréstimos da linha de crédito do BAD estão fixados, entre o equivalente em kwanzas, de 500 dólares a 10 milhões de dólares. O responsável pelas estratégias desta instituição, Joel Daniel Mizima, disse recentemente no seminário sobre instrumentos de financiamento internacionais, desconhecer tal procedimento praticado pelo BPC.

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