Política

Bornito de Sousa defende salvaguarda dos valores morais, culturais e patrióticos

Garrido Fragoso

O Vice-Presidente da República defendeu terça-feira (23), em Luanda, a promoção e salvaguarda de valores morais, culturais e patrióticos pela juventude angolana, a quem também pediu maior interesse pela história do país e de África.

24/11/2021  Última atualização 07H54
© Fotografia por: Rafael Tati | Edições Novembro
Ao discursar na abertura do Colóquio Nacional sobre o "Legado dos Heróis da Luta Contra a Ocupação Colonial, como Referência para o Patriotismo e o Nacionalismo Angolano", no auditório da Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP), Bornito de Sousa referiu que a sociedade deve reflectir, cada vez mais, sobre o papel e influência de soberanos como Ngola Kilwanji Kiá Samba, Njinga a Mbande, Kimpa Vita, Mandume Ya Ndemufayo e Ekuikwi II, na luta contra a ocupação colonial.

"Espero que estas reflexões, além de documentadas, contribuam para uma melhor compreensão, pelos nossos jovens, sobre o papel histórico destas figuras", afirmou o Vice-Presidente da República, para quem esses soberanos, na época,  souberam compreender os desafios do tempo, liderar, lutar e resistir contra a ocupação colonial, criando as bases para que outras gerações viessem a tornar possível a Independência Nacional.

Bornito de Sousa disse que outros soberanos e titulares de reinos e chefaturas do espaço, actualmente, Angola merecerão, a seu tempo, a devida atenção e estudo.


Ao longo da intervenção, o Vice-Presidente da República também mencionou os nomes de Lueji a Nkonde, Tchibinda Ilunga, Ndunduma, Muto Ya Kevela, Katyavala  Bwila, Vyie, Mbengela, Wambu Kalunga, Nimi a Lukeni, Mwatxiâvwa e Muatxisenge, como outros soberanos que se envoloveram directamente na luta contra o poder dos colonialistas portugueses.

Apontou os reinos do Kongo, Ndongo,  Matamba, Kasanje, Benguela, Planalto (Mbalundu, Wambu, Tchiaka, Ekovongo, Vyie, Sambo e Tchingolo), Kwanyama, Ki-sama, Lunda e Tchôkwe, como os que maior resistência mostraram contra a ocupação colonial.

O Vice-Presidente da Re-pública disse que espera que o colóquio acrescente "coisas novas" sobre como os angolanos se tornaram independentes e se constituíram num só povo e numa só Nação, de Cabinda ao Cunene e do Mar ao Leste.
Promovido pelo Instituto Angolano da Juventude (IAJ), em parceria com a Associação Elytokeko Vulongo, o evento decorre até amanhã, no quadro dos festejos alusivos ao 46º aniversário da Independência Nacional (11 de Novembro).


Legado inegável

A governadora de Luanda, Ana Paula de Carvalho, afirmou ao longo da intervenção de boas-vindas ser "inegável" reconhecer  o "grande legado" deixado pelos heróis à juventude, consubstanciado na construção do patriotismo expressado no amor, rumo à constituição de uma Nação una e indivisível.

O secretário de Estado para a Juventude, Fernando Francisco João, informou que o IAJ, no âmbito do projecto "Mais Cidadania, mais Angola", tem trabalhado com as organizações juvenis na materialização de políticas direccionadas às acções de fomento à cidadania.

Ao dissertar sobre o tema principal do colóquio, a antiga ministra da Cultura Rosa Cruz e Silva disse que o evento é uma oportunidade para rebater o legado dos heróis da luta contra a ocupação colonial, salientando que o tema está "um pouco esquecido".

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