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Bombeiros lamentam mortes por afogamento

Venâncio Victor | Malanje

Jornalista

O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, em Malanje, registaram, entre Janeiro e Abril deste ano, 19 mortes por afogamento em rios, poços, lagoas e valas de drenagem, disse, segunda-feira, a porta-voz da corporação.

11/06/2024  Última atualização 09H30
Desacato é apontado como a provável causa das mortes © Fotografia por: Arsénio Bravo| Edições Novembro

Júlia da Conceição explicou que as lagoas da Casa do Gaiato, do Polígono Florestal, do Kulamuxito,  os rios Lombe e Cuije, são das que mais vítimas mortais registam. A maioria das vítimas dos afogamentos, apontou, têm até 48 anos.

A ignorância pela observância dos sinais de proibição, a vandalização das zonas balneares e o desacato pelas campanhas de sensibilização, referiu, são apontados como as presumíveis causas das mortes por afogamento.

Para inverter o quadro, esclareceu, o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros de Malanje tem intensificado as campanhas de prevenção e sensibilização, aos fins-de-semana, em especial nos espaços balneares  e mercados, por serem pontos muito frequentados.

"Vamos voltar a colocar as placas de proibição à natação, porque algumas foram vandalizadas", garantiu, além de adiantar que o último caso de morte por afogamento na província ocorreu na semana passada no bairro Calunga, na cidade de Malanje, onde uma criança de 4 anos, morreu ao cair num poço, quando brincava com o irmão.

"Os pais precisam redobrar os cuidados. Muitas vezes é a negligência destes que causam males maiores. Por exemplo, onde houver crianças, os buracos não devem ficar abertos, principalmente quando estão fora de uso, pois crianças e adultos distraídos podem cair neles e provocar a morte”, destacou.

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