Sociedade

Bolseiros recebem dez meses de subsídios atrasados

Alberto Quiluta

Jornalista

O Instituto Nacional de Gestão de Bolsas (INAGBE) começou a pagar, desde o mês passado, os dez meses atrasados a bolseiros internos, revelou, quinta-feira (21), em Luanda, o seu director-geral.

22/10/2021  Última atualização 08H50
Estudantes com bolsas internas iniciam ano académico mais folgados, depois de dívidas pagas © Fotografia por: DR
Milton Chivela disse que a dívida que a instituição tinha com os bolseiros seleccionados do ano académico 2020/2021 era de 580 mil kwanzas para cada estudante dos cursos de licenciatura e de um milhão de kwanzas para os que frequentam o mestrado e doutoramento, respectivamente, referentes a dez meses.

"A dívida foi paga na totalidade, mas é possível que apareçam estudantes que não tenham sido pagos. Caso surjam, será um número menor, que será, também, resolvido”, avançou.

O director do INAGBE, em exclusivo ao Jornal de Angola, salientou que, actualmente, estão controlados um total de 23 mil bolseiros internos. Estes estudantes devem fazer o processo de renovação de bolsas, iniciado a 15 deste mês, até ao dia 16 de Novembro.

Esses estudantes internos devem fazer as renovações de candidatura na página criada pela instituição: www.bolseiro.inagbeangola.com, salientou que "o pagamento das bolsas referentes ao ano académico 2021/2022 só são aceites após esse processo”.

Neste sentido, o director-geral exortou os estudantes para a necessidade de acelerarem o processo de renovação de candidaturas, para que sejam pagos os subsídios em tempo oportuno.

Milton Chivela explicou que os bolseiros internos, sob responsabilidade do INAGBE, estão a ser formados em diversas áreas, no quadro do Plano de Formação de Quadros.

Referiu que o Plano de Formação de Quadros dita as regras das necessidades, no âmbito das áreas prioritárias e deficitárias do país, com destaque das Engenharias, Ciências da Saúde, Literatura, Arte, Desporto, entre outras.

Com isso, o director-geral deixou claro que "não estão impedidas bolsas para outras áreas, mas as prioritárias são as que destaquei”, disse.

Milton Chivela fez saber que não houve nenhum estudante expulso das instituições, por falta de pagamento de propinas, uma vez que o INAGBE manteve interacção com as instituições do ensino superior, no sentido de acautelar essa situação.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Sociedade