Economia

BNA vai disponibilizar 700 milhões este mês

O Banco Nacional de Angola (BNA) anunciou ontem, em comunicado, que tem disponíveis 700 milhões de dólares para venda, no decurso deste mês, por via de leilões de preço (venda de divisas) e de quantidade (plafonds para cartas de crédito), numa frequência diária, para todas as finalidades, incluindo liquidação de cartas de crédito, atendimento às casas de câmbio e operadoras de remessas.

02/03/2019  Última atualização 07H32
CONTREIRAS PIPA © Fotografia por: O banco central tem vindo a ultrapassar, desde Janeiro, os valores inicialmente anunciados para vendas

No comunicado a que o Jornal de Angola teve acesso, o BNA dá conta de que, tal como vem sendo hábito, divulgará no seu portal institucional, depois de cada sessão, o montante disponibilizado, o número de participantes, as taxas de câmbio máxima e mínima admitidas bem como a taxa de câmbio média resultante da sessão.
Em Fevereiro, mês em que o BNA também anunciou um valor de 700 milhões de dólares para vendas em sessões de leilão, ao final do mês, a instituição acabou por colocar à disposição dos bancos comerciais perto de mil milhões de dólares.
À semelhança do que ocorreu no mês passado, em Janeiro também tinham sido ultrapassados os 700 milhões de dólares anunciados inicialmente, tendo o BNA colocado no mercado 941,675 milhões de dólares.
Nos primeiros dois meses de 2019, o BNA disponibilizou em moeda estrangeira 1.938,756 milhões de dólares.
Acabadas as sessões de venda trissemanais de divisas em leilão aos bancos comerciais, iniciadas a 9 de Janeiro de 2018, desde o dia 1 de Novembro que o BNA está a proceder a operações diárias, tendo, em Dezembro, colocado no mercado primário 1.450 milhões de dólares.
Em Setembro de 2018, o BNA anunciou que deixaria de proceder à venda directa de divisas, pelo que as solicitações de compra de moeda estrangeira voltaram a ser apresentadas aos bancos comerciais autorizados.
Na ocasião, o BNA referiu ter, no âmbito da normalização do funcionamento do mercado cambial, retomado a venda de moeda estrangeira nos leilões de divisas sem indicação específica das operações ou importadores para os quais os fundos devem ser vendidos pelos bancos comerciais.
Segundo o BNA, o sistema ajustado de vendas directas permitiu que o banco central angolano tivesse um entendimento mais preciso da metodologia necessária para a protecção das reservas internacionais e emitisse regulamentação e orientações aos bancos comerciais adaptadas a esse objectivo.
Com esse sistema, o BNA assegurou ainda a alocação imparcial das divisas no pagamento dos atrasados e a atenuação das percepções negativas dos clientes sobre os critérios de selecção dos beneficiários aplicados pelos bancos comerciais.
O BNA entende que, após o período de maior intervenção, com o mercado cambial actualmente melhor regulamentado e com maior regularidade na oferta de moeda estrangeira, estavam criadas as condições para que sejam novamente os bancos comerciais a realizarem a alocação de moeda estrangeira aos seus clientes.
No exercício das suas responsabilidades de supervisor e de autoridade cambial, o BNA comprometeu-se a trabalhar junto das instituições financeiras, para que esta transição seja bem-sucedida e ocorra sem quaisquer impactos negativos na actividade económica do país.

 

 

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