Economia

BNA retoma venda de dólares

O Banco Nacional de Angola (BNA) vendeu 30 milhões de dólares aos operadores do mercado cambial, na quarta-feira, 22 meses depois da última oferta denominada na moeda norte-americana, que ocorreu em Outubro de 2016.

01/09/2018  Última atualização 08H29
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O BNA publicou ter realizado um leilão em que ofereceu dólares ao câmbio de 276,562 kwanzas, acima dos 272,9 de um leilão realizado na semana passada, para a cobertura de operações gerais, excluindo adiantamentos a favor de “tradings”, “offshors” e sociedades unipessoais.
Em 2015, o Grupo de Acção Financeira (Gafi) - uma instituição sediada em Paris para combater o branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo -, colocou Angola numa denominada “lista cinzenta”, o que se traduziu no abandono dos bancos correspondentes que negociavam dólares com operadores do sistema bancário nacional.
O BNA adoptou, em resposta, um programa de assistência técnica de dois anos formulado com o Fundo Monetário Internacional e, em Fevereiro de 2016, o Gafi, que apreciou tais medidas,  retirou o sistema financeiro angolano.  Ao longo de 22 meses, em Angola, as operações do mercado primário de câmbios estiveram denominadas em euros.

Leilões de Setembro
O BNA anunciou ontem que vai vender 700 milhões de dólares no mercado primário de câmbios, durante o mês de Setembro, em oito leilões, no quadro de um calendário estabelecido para as transacções desse período.
O banco central anunciou que passa a divulgar, no último dia útil de cada mês, de forma indicativa, o montante e o calendário das suas intervenções no mercado cambial para o mês seguinte, para conferir mais previsibilidade ao mercado. 
De acordo com uma nota de imprensa, publicada no site do BNA, o montante, moeda e finalidades serão anunciados aos bancos comerciais nas 24 horas que precedem a realização de cada leilão.
O documento reiterou a necessidade de as instituições financeiras verificarem rigorosamente a legitimidade e a conformidade das operações cambiais que processam, considerando a legislação, regulamentação cambial, prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, de forma a proteger as reservas internacionais do país e as suas relações com o sistema financeiro internacional.

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