Economia

BNA: 887,4 mil milhões de kwanzas de crédito malparado

Vânia Inácio

Jornalista

Do total de 4,4 biliões de kwanzas concedidos em créditos na banca angolana, até Setembro, 20,17 por cento (887,4 mil milhões de kwanzas, equivalentes a 1,33 mil milhões de dólares) é considerado malparado, segundo o governador do Banco Nacional de Angola (BNA).

16/12/2020  Última atualização 10H41
José de Lima Massano fez saber que um fundo de resolução passará a intervir nos bancos © Fotografia por: Alberto Pedro| Edições Novembrp
José de Lima Massano argumentou que parte desta carteira, e que permite ter-se hoje um nível mais baixo, tem haver com activos de má qualidade do Banco de Poupança e Crédito (BPC) já passados para a Recredit. No que toca à solvabilidade da banca, José de Lima Massano avançou que o sistema financeiro tem se mostrado relativamente saudável com um rácio que ronda os 21,7 por cento, onde a transformação de depósito em crédito é de 33,6 por cento.
Os dados do banco central, revelam que até Setembro, o activo (património de todos os bancos ) era de 17,7 biliões de kwanzas e 13,2 biliões estavam em depósitos.Fundo de Resolução. O BNA vai ficar proibido de colocar recursos em bancos "sem saúde financeira”, informou, ontem, o governador José de Lima Massano, que anunciou a criação de um Fundo de Resolução para bancos que necessitem de uma intervenção. 
O governador fez o anúncio na mesa-redonda, denominada "Conversas Rumo”, do grupo Média Rumo, na qual foi orador e abordou o tema "Qual Sistema Financeiro que queremos para Angola”. José de Lima Massano disse que o Fundo de Resolução vai permitir que bancos que tenham a necessidade de uma intervenção, "que ela não seja efectuada com recursos públicos essencialmente, por um lado, e, mais ainda, com recursos do BNA, que a lei veda”.
"O BNA passa a estar proibido a colocar recursos em bancos sem saúde financeira. Não pode fazê-lo de forma indirecta, de forma directa, e por isso não põe recursos no Fundo”, referiu. Segundo o governador do banco central, o Fundo de Resolução será financiado com contribuições dos próprios operadores do sector bancário, da rentabilidade que possa dar a esses recursos e poderá solicitar também empréstimos.
Plano de recuperação
Por outro lado, informou, os bancos angolanos vão ser obrigados a ter um plano de recuperação, para responder a eventuais casos de desequilíbrio financeiro."Há aqui uma exigência de preparação de planos de recuperação, que identifiquem medidas susceptíveis de serem adoptadas, se surgir tempestivamente uma situação que a instituição financeira bancária se encontre num certo desequilíbrio financeiro ou se entende que corre esse risco”, explicou.
Numa lógica de médio a longo prazos, reforçou José de Lima Massano, se o banco "sente que poderá num horizonte temporal, relativamente curto, enfrentar dificuldades, tem que encontrar, ir já desenhando, possuir um plano exequível de recuperação”.

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