Política

Bienal de Luanda com cinco Chefes de Estado

Edivaldo Cristóvão

Jornalista

A Bienal de Luanda 2021 começa hoje, com a presença de cinco chefes de Estado, nomeadamente, João Lourenço (Angola), Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), Félix Tshisekedi (RD Congo), Denis Sassou Nguesso (Congo) e Carlos Vila Nova (São Tomé e Príncipe).

27/11/2021  Última atualização 08H05
Luanda reúne representantes de governos, da comunidade artística e científica © Fotografia por: DR
A informação foi avançada ontem, em conferência de imprensa, pela ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, confirmando também a presença das vice-presidentes da Namíbia e da Costa Rica, que representa por orientação da UNESCO o seu país e a diáspora, pela ligação com a Região do Caribe, América Central e África.

Nesta nova edição da Bienal de Luanda é celebrada sob o tema da União Africana: "Artes, Cultura e Patrimônio: Alavancas para Construir a África que Queremos”. O encontro vai ser realizado num formato híbrido, em sessão digital e presencial.

Carolina Cerqueira avançou que a Bienal conta ainda com a presença de representantes de alto nível das Nações Unidas, UNESCO, Comissão da União Africana e de outras organizações regionais africanas, que estão empenhadas na divulgação e promoção da cultura e paz.

Estão também confirmadas ministros africanos da Cultura e Juventude, bem como delegação de jovens. A ministra de Estado disse que estão criadas as condições para a realização da Bienal, para Luanda voltar a ser a capital da paz de África e proporcionar um diálogo aberto e interactivo, com o objectivo de procurar caminhos de desenvolvimento humano, sustentável e de progresso.

A aliança de parceiros a ser criada na Bienal, destacou, será uma plataforma de entendimento e actuação, onde os ministros da Juventude e Desportos, Cultura e associações juvenis em coordenação com o sistema das Nações Unidas, sobretudo, a UNESCO e a Comissão da União Africana vão criar oportunidades de expressão da juventude africana para começarem a ter cada vez mais protagonismo e oportunidade de partilhar ideias, conhecimentos e sonhos.

Carolina Cerqueira anunciou que a Bienal vai passar a ser realizada de dois em dois anos, sob proposta da União Africana e da UNESCO, tendo em conta a grande experiência que Angola tem e os resultados no âmbito regional e internacional sobre a cultura da paz.

A Bienal de Luanda é uma iniciativa conjunta da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), União Africana (UA) e o Governo de Angola, que visa promover a prevenção da violência e da resolução de conflitos, incentivando o intercâmbio cultural na África e o diálogo entre gerações.

Como um espaço de reflexão e divulgação de obras artísticas, ideias e boas práticas relacionadas à cultura de paz, o evento reúne representantes de governos, da sociedade civil, da comunidade artística e científica, bem como de organismos internacionais. A Bienal participa da implementação do Plano de Acção para uma Cultura de Paz na África.

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