Economia

Bié: Nharêa prevê colher 31 mil toneladas de cereais

O sector da Agricultura, no município da Nharêa (Bié), prevê colher, nesta campanha agrícola, cerca de 31 mil toneladas de milho.

09/06/2020  Última atualização 16H13
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O aumento da produção resulta da distribuição de imputs agrícolas bem como de campos cultivados pelas famílias camponesas, segundo anunciou o governador do Bié, Pereira Alfredo.

O governador, que falava durante a abertura da campanha de colheita de milho, que teve lugar na povoação de Camera, disse que o Governo local vai continuar a apoiar a Agricultura.

Na ocasião, o governante incentivou os camponeses do município da Nharêa, a aumentarem a produção, com vista a melhoria da qualidade de vida bem como contribuir para o desenvolvimento socioeconómico da região.

Pereira Alfredo afirmou, igualmente, que este ano, cerca de 15 cooperativas vão beneficiar de financiamento, no âmbito do Programa de Apoio a Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI), tendo apelado aos camponeses a se organizarem em associações e cooperativas para serem abrangidos.

“Para atingirmos este propósito, necessitamos que os bancos nos apoiem com crédito e juros bonificados, e a longo prazo”, afirmou.

Relançar a produção

O maior produtor do café arábica na província do Bié, Jorge Chaves, pretende relançar a produção em grande escala, aproveitando a fertilidade dos solos e o potencial hídrico do município da Nharêa, onde tem uma fazenda com mais de 35 mil plantas de café, sendo que a meta é atingir as 100 mil.

“Para atingirmos este propósito necessitámos que os bancos nos apoiam no crédito com juros bonificados, e a longo prazo”, afirmou.

O fazendeiro afirmou ainda que para a planta de café dar frutos são necessários quatros anos, e que neste período de tempo, algumas plantas morrem, e devem ser substituídas.

A fazenda produz feijão, milho e a batata-doce para sustentar as famílias que trabalham no projecto.

O relançamento da produção do café no Bié ainda é tímido, mas algumas iniciativas acontecem nas regiões tradicionais de cultivo de café arábica, como é o do Andulo e na Nharêa.

Desde 2016 que tem distribuído várias mudas de café aos produtores, com objectivo de relançar a produção visando a diversificação da economia.

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