Política

Benedito Daniel quer governo inclusivo

João Pedro

Jornalista

O presidente do Partido de Renovação Social (PRS) promete criar um governo inclusivo, para o benefício de todos os angolanos. Benedito Daniel sublinhou, no périplo que está a efectuar pelo país, no quadro da campanha, que caso vença as eleições, vai priorizar o desenvolvimento social.

07/08/2022  Última atualização 06H15
Benedito Daniel, presidente do Partido de Renovação Social © Fotografia por: Edições Novembro

O político que trabalha no município do Lucapa, no sector mineiro do Culonga, onde está a apresentar à população as linhas de força do programa de governo, disse que o PRS pretende desenvolver o país com todos. "O nosso objectivo é criar um país inclusivo, em que todo o angolano possa se rever nas políticas de desenvolvidas para o benefício do povo", disse.

Depois da Lunda-Sul vai para o Dundo, onde vai realizar um acto de massas, seguido de acções de caça ao voto porta a porta. No entanto, o secretário-geral do PRS, Rui Miguel, que trabalha na província de Malange, realizou uma série de actos de mobilização, que vão o levar, também, à província do  Cuanza-Norte.

O secretário nacional para a Informação e Imagem do PRS, Narciso Lungassa, informou que, depois do acto de massas no município do Dala, Lunda-Sul, estão em condições de pensar na eleição. Em todo país, o PRS está a realizar actos de sensibilização  para convencer os eleitores. 

 

Água para todos

O Partido de Renovação Social (PRS) prometeu, em Luanda, lutar para proporcionar a distribuição regular e permanente de água potável à população urbana e rural de Angola, caso vença o  pleito eleitoral do dia 24 deste mês. 

No âmbito da campanha eleitoral, o político Benedito Daniel argumentou que vai trabalhar, arduamente,  para que a água chegue a casa de todos os cidadãos. "Sendo a água um recurso essencial para todos os seres vivos, temos um plano de corrigir as carências actualmente, existentes. Vamos insistir no Parlamento para que possamos aprovar os investimentos necessários, caso sejamos eleitos”, disse.

Apontou que Angola é um país muito rico em recursos hídricos, pelo que não se justifica a sua escassez em muitas zonas habitacionais do território nacional. Dados disponíveis indicam que Angola tem uma média de 55 a 60 por cento dos níveis de cobertura do sistema de abastecimento de água, tanto no meio urbano como no meio rural, segundo a Angop.

Por outro lado, o PRS pretende lutar contra os desvios de rios para fins de exploração mineira, por entender ser fundamental preservar o meio ambiente. 

No dia 24 do corrente mês, concorrem ao pleito eleitoral os partidos políticos MPLA, UNITA, PRS, FNLA, APN, PHA, P-NJANGO (estes dois últimos pela primeira vez) e a coligação CASA-CE.

As oito formações políticas vão disputar os votos de 14 milhões 399 mil eleitores, dos quais 22 mil 560 residem no estrangeiro e votam, pela primeira vez, nas quintas Eleições na história de Angola, depois das de 1992, 2008, 2012 e 2017. 

O Partido de Renovação Social (PRS) foi fundado a 18 de Novembro de 1990, tendo como primeiro líder Eduardo Kuangana, que esteve à frente dos seus destinos durante 27 anos. 

Na primeira eleição em que participou, em 1992, conquistou seis assentos na Assembleia Nacional e passou para oito em 2008. 

Em 2012, o partido viu reduzido os seus assentos na Assembleia Nacional para a três e em 2017 ficou com apenas dois deputados.

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