Opinião

Bem hajam Bravos Rapazes

Editorial

Os angolanos demonstraram, mais uma vez, a qualidade e a força do futebol nacional, e o crescimento contínuo do país. Se, durante o Campeonato Africano das Nações (CAN), houve alguma dúvida, estas ficaram esclarecidas.

08/07/2024  Última atualização 08H05

O trio Mabululo, Gibelé e Gelson Dala, conduzido pelo servidor Fredy, causou pânico na Cotê d'Ivoire e mostrou ao mundo a força da vontade de jogar por gosto. Todo o sucesso não foi fruto do acaso.

A técnica dos nossos heróis, guiados pelo técnico português Pedro Gonçalves,  e  as recentes contratações envolvendo futebolistas angolanos na diáspora são mais uma razão para acreditar nessa qualidade. Por mérito próprio, os atletas  estão a demonstrar o seu valor e o mercado internacional está a reagir a essa dimensão. 

Portanto, as pedras estão lançadas. Um aviso está a ser emitido para a navegação, indicando que, nas próximas competições, maravilhas acontecerão. É necessário que os adversários tenham cuidado, pois os angolanos não estão dispostos a brincar nem a temer ninguém. Estão preparados para encarar qualquer adversário com veemência.

O treinador terá muitas preocupações, uma vez que as opções para a selecção de atletas estão a aumentar, assim como o valor também. Isso sem mencionar as perspectivas que se abrem no seio da população, que está mais entusiasmada em comparecer aos estádios e acompanhar de perto o espectáculo para ver os jogadores em acção.

É impressionante a quantidade de técnica acumulada por um número considerável de guerreiros. Um dia, alguém disse que os nossos jogadores não devem nada a outros de nível mundial e, ao que parece, não estava de brincadeira. Já se comenta que Mbapé e Messi estão na Selecção angolana, numa alusão às semelhanças de qualidade e forma de jogar de Depú, que foi o melhor marcador da Taça COSAFA, e Benson Manuel, que se juntam às setas apontadas nas balizas adversárias, Mabululo e Gerson Dala.

O país rende-se, hoje, ao esforço de rapazes como Langanga, Hossi, Domingos Andrade, Mindinho, Depú, Maestro, Pedro Francisco, Vidinho, Sandro, Rosa da Cruz, Berna, Keliano, Edmilson Cambila, Domingos Bandeira, Joel Kiala, Picas, Maya, Emanuel Gonçalves, Pedro Agostinho, Pedro Muteba, Mankoka Afonso, Valdemiro Domingos, Júnior Mansoni, Francisco Mangala e Pedro Gonçalves.

Todos, sem distinção de crenças religiosas ou preferências partidárias, estão unidos em torno do orgulho nacional e, juntos, celebram o compromisso assumido para nos glorificar perante o mundo.  A magia do desporto é unir nações, elevar optimismos, afastar angústias e proporcionar alegrias.

A camisola com as cores do país parece hoje mais colorida e dá gosto  de passear com ela.  É um símbolo da nossa pátria e deve ser erguido o mais alto possível para que todos possam sentir o prazer de ser angolano. O hino nacional, neste momento, é carregado de emoções. A audição pode ser feita no carro, apenas por puro prazer. Bem hajam aos guerreiros rapazes, nossos heróis.

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