Cultura

Belas recordações infantis “invadem” o Show Piô Live

Analtino Santos

Jornalista

O Show Piô Live realizado no passado sábado levou belas recordações, pela segunda vez, ao palco do Complexo Hoteleiro da Endiama (CHE), local que acolheu as antigas estrelas da canção infantil e novas vozes do music hall nacional.

08/06/2021  Última atualização 09H40
Malamba, um dos convidados do Show, fez uma viagem aos tempos áureos da música infantil © Fotografia por: DR
Foram quase quatro horas de música que marcaram as crianças dos anos 1980 e 1990, proporcionando grandes emoções. A transmissão daTPA desapontou muitos telespectadores com problema de som e a interrupção da emissão antes do fim do concerto. A Nova Energia, em publicação nas redes sociais, pediu desculpas aos telespectadores.

Martinho Pipiadora, o revelado showman das edições do Show Piô, fechou a viagem do regresso a velha e boa infância, com a música "Pipiadora”. Da principal estrela da canção infantil, Mamborrô, um medley com os seus principais sucessos esteve em evidência no último bloco interpretado por Hermenegildo.

A abertura do primeiro bloco do passeio musical piô foi com Joseca, que interpretou o tema "Olha bem aquela Flor”. Seguiram-se Alberto de Matos, Cininho, Sónia António, Alton Ventura, Makaya e Malamba trazendo as seguintes canções: "Aquele Pioneiro”, "Girinha”, "Estrela”, "Emília”, "Jardim da Criança” e "Serra da Leba”, os dois últimos de João Assunção.

As meninas do passado, hoje senhoras também marcaram presença. Gersy Pegado provou que a passagem de testemunho está a ser feita na família no dueto com a sobrinha, Daniela em "Mangonha” e revisitaram a coreografia de mais de trinta anos. Isidora Campos cantou o sonho realizado "Serei Doutora”, Nicinha Rocha dançou e fez vibrar com "Compadre” e Nila Borja recordou clássicos da música angolana em "Luz do Semba” e o sucesso infantil "Bolinha nos pés”.

Voltaram a dar o contributo neste show de recordações Alfredo Hossi, Tony Caboco, Venâncio Prata, Dilton e Faustino Segunda recriando "Luanda Cidade”, "Aprender Angola”, "Natacha”, "A criança é uma flor”, "Tenho Azar”, "Mundo meu mundo nosso”, "Aldina”, "Sukula” e outros temas que marcaram os festivais de 1 de Junho, na Rádio Nacional de Angola. Temas como "Menino Cruel” e "Fim da Guerra” transportaram a fase da transição de cantor infantil para consagrados.

Como tem sido habitual, artistas que não fizeram parte deste movimento foram chamados. O trio de coristas recorreu a uma mistura assente em desenhos animados transmitidos pela TPA, assim como a jovem Trifena que interpretou um tema em francês. A passagem pelos sucessos da canção infantil brasileira esteve a cargo de Ana Gomes, Carmem, Meury e Gari Sinedima. Letus foi outro estreante e também na senda nos bonecos que abriam a emissão da TPA, numa época sem concorrência. Sónia António, apresentadora e produtora da música infantil, deixou um recado para uma maior divulgação do que tem sido produzido nos últimos anos. Depois de cantar o "Livro” e a música que exalta os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop), Sónia António falou da redução dos programas infantis nos órgãos públicos.

No painel com Salú Gonçalves estiveram Marito Furtado e Chico Madne, instrumentistas que fazem parte do movimento da produção infantil, e Amélia Borja (Mely), antiga apresentadora de programas infantis.
Os integrantes do painel afirmaram que existe uma fraca produção de música infantil, pouco interessante dos agentes culturais e reconheceram o papel desempenhado pela RNA.
O Show do Mês Live tem como proposta, para a próxima edição, a música africana.

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