Política

BDA já disponibilizou 37,2 mil milhões de kwanzas para projectos

O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) já financiou um total de 37,2 mil milhões de kwanzas dos 39,9 mil milhões previstos no Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI).

29/12/2020  Última atualização 08H04
Sérgio dos Santos considera ritmo normal da taxa de execução © Fotografia por: Agostinho Narciso |Edições Novembro
O montante disponibilizado beneficiou cerca de 358 empresários e 285 cooperativas. 

O ministro da Economia e Planeamento, Sérgio dos Santos, considerou "positivo" esses números e destacou o apoio fundamental do Banco Nacional de Angola que, através do Aviso 10/20, permitiu que as instituições bancárias disponibilizassem mais créditos ao empresariado nacional.

"O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), na base do Decreto Presidencial 98/20, que define as medidas de Alívio Económico, cumpriu integralmente com a meta de financiamento dos projectos", frisou.

Sérgio dos  Santos reconheceu que, desde a operacionalização do PRODESI, houve da parte da Banca e dos empresários uma mudança de atitude, com destaque para a redução das importações. 

Com a diminuição das importações, disse o ministro,  a produção nacional conseguiu, em certa medida, substituir as importações. "Com o PRODESI, cerca de 661 projectos foram financiados em 2020, quando em 2019 foram apenas 45", sublinhou.

Em relação aos desembolsos, Sérgio dos Santos considera estarem num ritmo normal da taxa de execução física dos projectos. "O mais importante para o sector  é o crédito aprovado. Os desembolsos são feitos em função da taxa de execução dos projectos", disse, destacando que o aumento da produção nacional é visível, sobretudo, nos produtos da cesta básica.

O ministro da Economia e Planeamento assegurou que o país já produz actualmente dois milhões de toneladas de hortícolas, três milhões de toneladas de cereais, 11 milhões de toneladas de raízes e tubérculos e 1.2 mil milhões de unidades de ovos, entre outros produtos de primeira necessidade.

"Estes produtos são de curta duração, mas também está em curso investimentos em produção de longo curso, iniciando pela construção das fábricas no domínio das moagens, de arroz, entre outros, que vão permitir um aumento em relação aos produtos com maturidade, mas de longo prazo", disse.

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