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BCE prevê que economia regresse ao nível de 2019 em dois anos

O economista chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, estimou hoje que a economia da zona euro regresse no final de 2022 ao nível registado em 2019.

24/06/2020  Última atualização 18H47
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Lane, que falava no seminário 'online' 'Food for Thought', defendeu que as compras de dívida e as injecções e liquidez, aprovadas pelo banco central para travar o impacto da pandemia de covid-19, vão impulsionar em 1,3 pontos percentuais (p.p.) a produção da zona euro e em 0,8 p.p. a taxa de inflação homóloga.

Este responsável referiu ainda que as medidas de apoio fiscal, aprovadas pelos governos, vão contribuir em 2,5 pontos percentuais para a produção na zona euro este ano.

"À medida que as (restrições) de confinamento são levantadas, vemos alguns sinais de uma recuperação inicial. No entanto, espera-se que o processo venha a decorrer de forma bastante gradual e que vai demorar até que os consumidores e as empresas recuperem do impacto", afirmou o economista chefe do BCE.

Philip Lane apontou também que a rapidez da recuperação depende, por outro lado, do desenho e do calendário dos programas de estímulo, acrescentando que o resultado das negociações do fundo de recuperação da União Europeia será "um factor importante na determinação do ritmo futuro da economia da zona euro".

Em 08 de Junho, a presidente do BCE, Christine Lagarde, exortou os líderes europeus a "aprovarem rapidamente" o pacote proposto pela Comissão Europeia para recuperação económica pós-pandemia, alertando para que atrasos nas negociações aumentam as "necessidades financeiras desta crise".

Pela mesma altura, o banco central já tinha antecipado que a economia da zona euro deverá sofrer uma contracção de 8,7 por cento este ano, melhorando depois para um crescimento de 5,2 por cento em 2021 e de 3,3 por cento em 202

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