Política

Barragem do Luachimo começa a fornecer energia em Dezembro

Diogo Paixão

O candidato do MPLA a Presidente da República garantiu, quarta-feira, no Dundo, Lunda-Norte, a entrada em funcionamento do Aproveitamento Hidroeléctrico do Luachimo, em Dezembro deste ano. João Lourenço falava perante milhares de apoiantes na Praça Doutor Agostinho Neto, no quadro da campanha para as eleições de 24 de Agosto.

04/08/2022  Última atualização 10H47
Presidente do MPLA anunciou projectos para o desenvolvimento da província da Lunda-Norte © Fotografia por: SANTOS PEDRO | EDIÇÕES NOVEMBRO | NOVA IORQUE

As obras de ampliação do projecto iniciaram em Maio de 2017 e quando forem concluídas a capacidade de produção passará de 8 para 34 megawatts. Segundo o candidato do MPLA, na mesma altura estará concluída a subestação e a linha de transporte de energia.

A barragem de Luachimo foi construída em 1957 pela então Companhia de Diamantes de Angola (DIAMANG), tendo deixado de funcionar em pleno em finais da década de 1990 devido ao estado de degradação dos equipamentos electromecânicos. As obras de reabilitação começaram em 2017.

Num dia de chuva intensa em pleno cacimbo, que começou à madrugada  e terminou a meio da manhã, João Lourenço anunciou, também, a entrada em funcionamento da Central Térmica do Dundo no final do ano. "Portanto, teremos 34 mais 25 megawatts de energia já a partir do final do corrente ano”, assegurou.

Ainda no domínio energético, o candidato do MPLA prometeu a construção, no Dundo, de um parque fotovoltaico para produzir 7 megawatts, devendo beneficiar 1.700 casas. As obras, segundo o dirigente máximo do MPLA, deverão estar concluídas em Agosto do próximo ano.

Numa intervenção virada essencialmente para questões locais, João Lourenço disse que está a ser construída a linha de transporte Malanje/ Xá-Muteba, no quadro da política de interligar o país através da rede nacional de transportes.

Confiante na vitória eleitoral, o candidato do MPLA anunciou ainda "a electrificação” do Nzagi, Fucauma, Cassanguidi logo no início do segundo mandato. "Vamos fazer ainda a linha de transportação de energia que vai ligar o Dundo ao Lucapa, Saurimo e Camanongue, no Moxico”, continuou.

Mas no domínio da energia não é tudo. O presidente do MPLA anunciou 15 parques fotovoltaicos em diferentes localidades da província da Lunda-Norte, que, em conjunto, vão produzir 111 megawatts para beneficiar 310 mil pessoas.

Água e estradas

No sector das Águas, João Lourenço prometeu, para o segundo mandato, a construção de sistemas de abastecimento para os municípios de Lucapa, Lubalo, Chitato e Xá-Muteba, além de 15 mil ligações domiciliares no Dundo, que ficarão prontas no próximo ano.

Em jeito de balanço, no domínio das estradas garantiu que o nível de execução dos trabalhos de reabilitação da Estrada Nacional 225, que liga Catata ao Lóvua, está a 90 por cento. "Estamos a trabalhar, também, na Estrada Nacional 180, que liga Saurimo ao desvio do Lucapa, que vai permitir a ligação com a vizinha província da Lunda-Sul”, enfatizou.

O presidente do MPLA acrescentou que as obras da Estrada Nacional 230, que liga ao litoral, estão em curso nos troços Rio Lui-Cangola, Muamussanda, Sapindo-Rio Tó e deverão ser concluídas em Agosto do próximo ano.

João Lourenço disse que  das oito grandes ravinas existentes na província da Lunda-Norte, duas estão a ser tapadas e vão ser mobilizados meios e recursos para a execução do mesmo trabalho nas restantes. Lembrou que o Leste (Lunda-Norte, Lunda-Sul e Moxico) é uma das regiões do país com maior número de ravinas.

 237 profissionais da Saúde vão ser admitidos este ano

O candidato  do MPLA anunciou que mais 237 profissionais de Saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos vão ser admitidos ainda este ano, na Lunda-Norte. João Lourenço afirmou que no mandato que agora termina foram admitidos 788 profissionais.

O líder do MPLA prometeu, também, a construção de um Hospital Geral de 200 camas, à semelhança de outras províncias, tendo sido lançada já a primeira pedra. João Lourenço lembrou que a construção do hospital vai garantir emprego a muitos jovens.

Campus Universitário

O presidente do MPLA disse que dentro de três anos deverá estar concluído o Campus da Universidade Lueji  A ́nkonde, cuja primeira pedra foi lançada há dias, no Dundo, pelo ministro dos Recursos Naturais, Diamantino Azevedo. Trata-se de um investimento de iniciativa do sector mineiro.

O líder do MPLA disse que ao longo de cinco anos de mandato, o Executivo preocupou-se em melhorar o ambiente de negócios de uma forma geral, particularmente no sector extractivo. Em função disso, sublinhou, o país foi admitido, recentemente, na Transparência Internacional na Indústria Extractiva e "o Governo está a atrair cada vez mais investidores para este importante ramo da economia”.

Deste modo, acrescentou, multinacionais que no passado abandonaram Angola estão a regressar, "porque confiam nas políticas transparentes” do Executivo no sector extractivo.

"Em cinco anos, a província ganhou sete grandes projectos de extracção de diamantes e as empresas que se implantaram na Lunda-Norte têm procurado respeitar a sua responsabilidade social, ajudando as comunidades sobretudo nas áreas de Educação, da Saúde. Isto ajuda o Estado, porque o Estado sozinho não pode fazer tudo”, referiu.

No domínio dos combustíveis, João Lourenço prometeu a criação de instalações de estocagem, começando pela recuperação das existentes no Lucapa. Este trabalho permitirá, numa fase inicial,  a estocagem de 2.500 metros cúbicos de combustíveis, com tendência a crescer para cerca de 4 mil metros cúbicos.

Sublinhou que a Lunda- Norte fica distante do litoral do país e o Executivo está preocupado em garantir autonomia no abastecimento de combustíveis, sobretudo do Diesel.

 Eleições autárquicas no próximo mandato

O presidente do MPLA prometeu a implementação do poder autárquico no próximo mandato. João Lourenço lembrou que 10 das 11 propostas do Pacote Legislativo Autárquico já foram aprovadas pela Assembleia Nacional.

"O MPLA é o principal interessado na institucionalização do poder autárquico local e só não aconteceu no primeiro mandato porque precisamos de aprovar a única lei em falta e muitos estão interessados em arranjar entraves”, referiu.

João Lourenço disse que foi o MPLA que viabilizou a aprovação das 10 propostas e vai convencer os demais partidos na Assembleia Nacional a dar luz verde à lei em falta."Tão logo isto aconteça o país estará em condições de realizar as autarquias”, referiu.

Insistiu que "as autarquias vão ser criadas, não importa se o processo vai ser conduzido de forma global ou não”, sublinhando que "o mais difícil já foi feito”. João Lourenço acrescentou que o partido está sempre à procura das melhores soluções para o país e todas as grandes conquistas foram alcançadas com o "carimbo” do MPLA.

"Ninguém melhor que o MPLA sente a necessidade da descentralização do poder”, disse João Lourenço, que destacou os benefícios do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM). 

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