Economia

Bancos em condições de atender clientes em 5 dias

Victorino Joaquim

Jornalista

Representantes dos bancos Yetu e de Poupança e Crédito (BPC) declararam que, caso a oferta de divisas observada em Novembro se mantiver, podem cumprir o prazo máximo de cinco dias instituído pelas normas do BNA para executar as solicitações dos clientes, ao reagir, sexta-feira, a uma comunicação nesse sentido emitida pelo banco central.

28/11/2020  Última atualização 19H10
Mesmo colocando reservas quanto ao cumprimento do prazo máximo para a execução das ordens dos clientes, o presidente da Comissão Executiva do BIC, Hugo Teles, admitiu a existência de uma oferta maior de divisas colocada pelo BNA e outros intervenientes do mercado cambial.

Uma fonte do Banco Yetu disse ao Jornal de Angola haver divisas para executar as operações de ajuda familiar e viagens, bem como de pagamento de assistência de saúde e de despesas de educação.
O BPC declarou que está em condições de executar operações cambiais ordenadas por particulares, desde que o cliente tenha a documentação completa e dinheiro disponível na conta, além de que refere a necessidade da disponibilidade de divisas, pelo banco, em contas domiciliadas junto dos bancos correspondentes.

O banco público considera que, com as normas estabelecidas pelo BNA a corresponderem às expectativas, os desafios da venda de divisas prendem-se, agora, com o fraco conhecimento, por parte dos clientes, dos procedimentos de execução das operações, fundamentalmente as de mercadorias e serviços, assim como algumas exigências de compliance para os casos em que são requeridas diligências reforçadas.

O presidente da Comissão Executiva do BIC considera que o mercado depara-se com constrangimentos administrativos resultantes da observação de todas as normas de compliance  exigidas, as quais podem, pontualmente, criar alguma dificuldade em cumprir o prazo estabelecido pelo instrutivo.

Outro factor impeditivo ao cumprimento do prazo surge "quando o mapa de necessidades é extenso ou quando o leilão é de valor elevado”, afirmou Hugo Teles, garantindo ser de interesse do banco "fazer negócio com os seus clientes”.

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