Economia

Bancos devem operar com 100% da força de trabalho

Os bancos comerciais sujeitam-se a operar com a totalidade da força de trabalho e ao aumento dos postos de atendimento nos balcões, apesar das limitações impostas para conter a propagação da pandemia de Covid-19, nos termos de uma carta circular emitida pelo BNA, na sexta-feira, para assegurar a celeridade das transacções.

28/11/2021  Última atualização 05H35
Carta circular reforça medidas para garantir que o fluxo de atendimento aos balcões seja mais fluído © Fotografia por: DR
Carta circular  é, por definição, um documento emitido para reforçar a observação de normas instituídas, o que no caso nº 07DCF/2021, está relacionado com o que o Banco Nacional de Angola (BNA) declara a necessidade de "orientar as instituições financeiras sujeitas à sua supervisão a implementar as medidas necessárias para assegurar um atendimento célere, eficiente, com qualidade e segurança, aos intervenientes”.

As medidas instam os bancos a "aumento para 100 por cento a força de trabalho nas agências bancárias e, ainda, considerar o aumento do número de postos de atendimento ao público dentro dos seus balcões durante as horas de maior movimento, direccionados para os serviços mais requisitados”.

No documento, o BNA solicita que os bancos apliquem outras medidas que sirvam para melhorar os níveis de qualidade dos serviços de atendimento ao cliente, "evitando aglomerações no exterior dos seus estabelecimentos, mas mantendo os níveis adequados de segurança sanitária como, por exemplo”.

Isso, estabelece o banco central, deve incluir a instalação de divisórias transparentes em acrílico ou similares, nas zonas de atendimento no interior da agência e de mecanismos de controlo do tempo de atendimento por cliente;
Procedimentos de gestão de filas por serviço pretendido, incluindo no exterior da agência, com indicação do tempo de espera e de assistência nas filas para facilitar o  atendimento ao balcão são exigidos aos bancos na carta circular.

O documento pede, ainda, que os bancos comerciais desenvolvam acções específicas de educação financeira para permitir que os clientes utilizem. em alternativa, Caixas Automáticos (ATM), Terminais de Pagamento Automático (TPA), aplicações no telemóvel (App) ou Internet banking.

É também solicitado o uso obrigatório e correcto de máscara facial por todos os trabalhadores e clientes no interior dos seus estabelecimentos, bem como a definição da lotação máxima e a observância do distanciamento físico recomendado pelas autoridades sanitárias.

Estas medidas representam parte das abordagens do sistema bancário para solucionar a questão das enchentes verificadas nos balcões e caixas automáticos, dificultando as transacções nos postos de atendimento e obrigando os clientes a despenderem períodos de tempo consideráveis para obterem os serviços.

Numa das últimas regras, o BNA autorizou o levantamento de dinheiro por terminal de pagamento automático (TPA), autorizando os comerciantes e outros provedores desse serviço a cobrarem uma comissão de 1,0 por cento do valor para levantamentos não associados a compras.

Antes, o banco central ordenou os operadores do sistema a aprovisionarem, de forma permanente, os caixas automáticos com um mínimo de 95 por cento da capacidade (20 milhões de kwanzas) ao longo de período que vai de 25 de cada mês a 5 do mês seguintes, bem como a adopção de horários extraordinários.    


Custos não relevantes
Instado a comentar, o presidente da Associação Angolana de Bancos (ABANC), Mário Nascimento, considerou que as medidas podem encarecer as operações dos bancos, "mas não de forma relevante”, não havendo perigo de os novos custos, como a instalação de divisórias, virem a pesar sobre o preçário dos operadores.

"Pode ser que sim [que haja implicações sobre os custos], mas não de forma relevante”, afirmou Mário Nascimento, notando que "não sendo custos relevantes, eles serão absorvidos pelos bancos na sua estrutura de custos, sem repasse directo no preçário”.

O presidente da ABANC explicou que estas medidas visam essencialmente garantir que o fluxo de atendimento aos balcões decorra de forma mais fluida e mais célere do que tem acontecido até aqui.

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