Economia

Bancos alertam para o perigo de recessão na economia

Os maiores bancos norte-americanos alertaram, na segunda-feira, para os crescentes riscos de recessão na economia global devido à escalada da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China

05/06/2019  Última atualização 09H33
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De acordo com o Morgan Stanley, citado pela agência financeira Bloomberg, uma recessão económica global poderia ter início dentro de nove meses caso o presidente norte-americano, Donald Trump, aumentasse em 25 por cento as tarifas alfandegárias sobre mais exportações chinesas avaliadas em 300 mil milhões de dólares e se a China decidisse retaliar.
O banco JPMorgan Chase, por sua vez, considerou que a probabilidade de haver uma recessão nos Estados Unidos no segundo semestre deste ano passou de 25 por cento em maio, para os actuais 40 por cento.
O economista-chefe do Morgan Stanley, Chetan Ahya, afirmou num relatório que, em conversas mantidas com investidores, estes realçaram “o reforço da sensação de que os mercados estão a subestimar o impacto das tensões comerciais” entre os dois gigantes mundiais.
“No geral, os investidores acreditam que a disputa comercial pode arrastar-se por mais tempo”, refere o relatório, que lembra ainda que os mercados “parecem estar ignorar o possível impacto sobre a perspectiva macro global.”
Estes alertas, segundo a Bloomberg, podem fornecer o mote aos mercados financeiros e influenciar a reuniões ministeriais do G-20 que se realizam no final da semana no Japão.
Os fracos indicadores do sector industrial na Ásia divulgados na segunda-feira evidenciaram uma acentuada expectativa de desaceleração da economia mundial, o que levou o economista do JPMorgan, Bruce Kasman, a afirmar num relatório do banco que “o crescimento pode desacelerar abaixo da tendência prevista para o resto do ano”.
Outro alerta surge também por parte do Goldman Sachs Group com os economistas a referirem agora que esperam que os Estados Unidos apliquem tarifas alfandegárias de 10 por cento sobre mais produtos chineses exportados avaliados em 300 mil milhões de dólares e também sobre todos os produtos mexicanos.
Este grupo financeiro reduziu a sua previsão de crescimento para os Estados Unidos relativa ao segundo semestre deste ano de 2,5 por cento para 2,0 por cento, prevendo agora uma maior probabilidade de corte nas taxas de juro da Reserva Federal.
O economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, ressalvou, no entanto, que “embora seja algo provável, a perspectiva ainda não mudou o suficiente para que os cortes se tornem no nosso cenário base”, salientou o responsável.

 

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