Economia

Banco central satisfeito com flexibilização do câmbio

O Banco Nacional de Angola (BNA) considera positiva a política de flexibilidade do mercado cambial, acentuada com as reformas iniciadas em Janeiro de 2018, por permitir operar com base nas boas práticas do mercado financeiro internacional.

25/09/2021  Última atualização 10H30
© Fotografia por: DR
O essencial dessa política reside em ter o câmbio do Kwanza flexível, com o valor face às moedas estrangeiras fixado de acordo com o mercado, segundo o director do Departamento de Controlo Cambial do BNA, Marcos Neto, que, na quinta-feira, foi orador numa sessão do ciclo anual de conferências do banco central.  

Esta política tem o objectivo de diminuir as importações, aumentar as exportações e controlar a inflação, o que facilita a dinâmica do mercado cambial do país. "Num modelo liberalizado, para se poder gerir e estabilizar as flutuações de valor da moeda através de intervenções pontuais, o banco emissor tem de ser capaz de gerar confiança suficiente, pelo que o BNA tem sido audaz nesse quesito”, considerou.

Na primeira fase da liberalização, recorda, a compra e venda fazia-se através de leilão, permitindo-se bandas de flutuação de mais ou menos 2,0 por cento. Estas variações são designadas "estabilizadores”, pois permitem que se evitem situações de pânico que descontrolem os preços, estando alinhadas com outros mercados internacionais.

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