Sociedade

Banco Alimentar cria campanha solidária

Alberto Quiluta

Jornalista

O Banco Alimentar Angola (BAA) está a realizar, desde sábado, até hoje, uma campanha solidária, de recolha de alimentos, para distribuir aos diversos centros de acolhimento e em instituições sociais com carências alimentares comprovadas, informou, ontem, em Luanda, o presidente da instituição.

09/06/2024  Última atualização 08H15
Bens são entregues aos vários lares e centros para pessoas mais vulneráveis © Fotografia por: Edições Novembro

Henriques Nunes explicou que para a campanha pretendem recolher, em dois dias, 20 mil toneladas de produto, de forma a ultrapassar as 14 mil do ano passado. "É uma quantidade elevada, mas acreditamos na solidariedade dos angolanos”, justificou.

Os produtos recolhidos, disse, vão ser entregues, entre outros, à Casa do Gaiato em Benguela, aos centros Arnaldo Jansen, Cultural Jovens em Cristo, Social Boa Nova, Santa Bárbara, Dom Bosco, Divina Providência, El Bethel, de Luanda e Lubango, Horizonte Azul, assim como as Associações Amigos do Késsua e Bom Samaritano, os Lares Beiral, da Nazaré, Santa Isabel, Mamã Madalena, Mama Muxima, em Malanje, Misfron, a Missão Católica do Tchivinguiro, a Remar e Santa Paula Frassinetti.

A recolha e distribuição de alimentos pela instituição, realçou, atende às necessidades básicas de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade. "Fornecemos alimentos aos centros de acolhimento, orfanatos, lares de idosos e outras instituições de apoio social. A meta é assegurar que os grupos sociais mais vulneráveis tenham acesso a refeições adequadas”, sublinhou.

O presidente do BAA referiu que os produtos recolhidos em cada fase das campanhas são para suprir cerca de 20 a 30 por cento das necessidades dos centros beneficiados, por um período de seis meses.

 
Desafios

Entre os diversos desafios da instituição, Henrique Nunes destacou, especialmente, a dificuldade em termos de recursos financeiros e à mobilização de voluntários. "Temos necessidade constante do apoio dos parceiros”.

Sobre os voluntários, explicou que está a trabalhar com alguns membros da sociedade civil. No momento, referiu, contam com dois voluntários permanentes e recebem 500 nos dias de recolha de alimentos.

O papel do BAA, frisou, está, também, centrado nas campanhas de sensibilização da sociedade sobre a importância de se adoptar medidas eficazes no combate à insegurança alimentar. "A ideia é sermos uma voz activa sobre a necessidade de criar-se um sistema alimentar resiliente a longo prazo”, assegurou.

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