Economia

Banca vai adoptar noções ambientais para financiar

O governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano, prevê que a banca angolana se junte às instituições financeiras que, no mercado internacional, estão a transferir o financiamento da actividade petrolífera, para a promoção do desenvolvimento sustentável.

18/11/2021  Última atualização 08H30
BNA projecta adoptar critérios ambientais da banca internacional © Fotografia por: edições novembro
José de Lima Massano avançou a previsão na abertura do 10º Fórum Economia e Finanças, realizado, ontem, pela Associação Angolana de Banco (ABANC), onde sublinhou que "existem já várias instituições financeiras e investidores muito relevantes, incluindo fundos de investimento, que não financiam nem investem no sector petrolífero” e que também o BNA está atento para estar alinhado com as boas práticas internacionais.

O governador considerou ser, esse, um contexto que "serve para reforçar a necessidade de diversificação da nossa economia, e no mais curto espaço de tempo possível”, lembrando que, desde a publicação do Aviso 10/20, que serviu para impulsionar o crédito ao sector real da economia, foram concedidos 345 créditos, perfazendo um total de 593,09 mil milhões de kwanzas até ao final de Outubro.

"O Banco Nacional de Angola reconhece o esforço que os bancos fizeram na concessão de financiamento à economia real, mas adverte para a necessidade de se continuar neste caminho, porque não há outro: precisamos de trabalhar no sentido de assegurar que o nosso sector financeiro e a nossa economia são sustentáveis a longo prazo”, afirmou.

As alterações climáticas têm "implicações relevantes” e riscos para as instituições financeiras que estão submetidas a uma pressão crescente no que respeita ao financiamento das actividades petrolíferas, disse o governador.

As instituições financeiras, adiantou, vão ter de gerir os riscos financeiros originados pelas alterações climáticas e ambientais e os seus requisitos de capital, o que irá resultar na canalização do financiamento para as actividades que promovem um desenvolvimento sustentável, adiantou José de Lima Massano para explicar as opções que se colocam ao futuro da banca angolana.

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