Economia

Balança comercial regista saldo positivo de 18,1 mil milhões dólares

A balança comercial registou no primeiro semestre do ano em curso um superavite acumulado de 18,1 mil milhões de dólares, um aumento de 94 por cento comparativamente a igual período de 2021 (9,4 mil milhões de dólares).

30/07/2022  Última atualização 08H10
Governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano (primeiro à esquerda) © Fotografia por: António Soares | Edições Novembro

Os números foram apresentados ontem, em Cabinda, pelo Comité de Politica Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola, reunido na sua 106ª sessão ordinária para analisar os últimos indicadores da economia nacional.

Este resultado, segundo o CPM, reflecte o aumento do valor das exportações em 74,8 por cento, superior ao aumento de 41,5 das importações.

Assegura que o valor das exportações foi influenciado pelo aumento do preço do petróleo que, de uma média de 87 dólares/barril em Janeiro do ano em curso, passou para 123 dólares/ barril em Junho, ao passo que o valor das importações estará a aumentar pelo efeito combinado da retoma económica nacional e aumento dos preços nos mercados internacionais.

As projecções do sector externo para o segundo se-mestre do ano em curso apontam para a manutenção de um saldo superavitário da conta corrente, influenciado, principalmente, pelas perspectivas do comportamento favorável do preço de petróleo no mercado internacional, não obstante o risco de subida dos preços dos produtos importados.

As Reservas Internacionais, no final de Junho, situaram-se em 14,3 mil milhões de dólares norte-americanos, correspondente a uma cobertura de cerca de 8 meses de importações de bens e serviços.

É expectável que a tendência de crescimento da economia nacional continue no segundo semestre, apesar de se reconhecer a existência de riscos provenientes das fortes incertezas e volatilidade que se fazem sentir no mercado internacional.

 Taxa básica de Juro

Na sessão de ontem, o CPM decidiu manter a Taxa Básica de Juro (Taxa BNA) em 20 por cento, face aos sinais positivos da economia nacional.

Segundo o comunicado do BNA, os sinais positivos na economia nacional, particularmente no domínio da estabilidade dos preços, apesar o contexto da economia global que se mantém ainda muito incerto e volátil, aconselham a contínua prudência na condução da política monetária.

Em virtude da vitalidade dos mercados o CPM decidiu ainda reduzir a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez de 25 para 23 por cento, manter a taxa de Juro da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez em 15 por cento e reduzir o Coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda nacional de 19 para 17 por cento.

O CPM assegura que o ajustamento da taxa de cedência de liquidez aos bancos comerciais, associado à redução do coeficiente de reservas obrigatórias, vai contribuir para o desagravamento dos custos de intermediação financeira, sem que se altere a trajectória de redução da inflação que se observa desde o início do presente ano.

Em função disso, a economia nacional continua a beneficiar dos preços elevados de petróleo.

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