Regiões

Bairros do Lubango têm novas escolas

Os bairros dos Barracões, Tchioco, Tchituto e Quilemba, na cidade do Lubango, província da Huíla, contam com mais escolas primárias e do I e II ciclos do ensino secundário.

02/08/2019  Última atualização 20H34
Estanislau Costa | Edições Novembro | Lubango © Fotografia por: Objectivo das autoridades provinciais da Huíla é acabar com salas em locais impróprios

As 68 novas salas de aula, apetrechadas com mobiliários e equipamentos diversos, distribuídas em quatro escolas, fazem com que dezenas de crianças deixem de percorrer longas distâncias para frequentar aulas nas escolas do centro urbano das terras da Chela.
Os novos estabelecimentos vão, igualmente, garantir o ingresso de 9.180 crianças, no próximo ano lectivo, com realce para aquelas que se encontram fora do sistema de ensino e aprendizagem.
O Jornal de Angola apurou que mais de 174 mil crianças do ensino primário e secundário frequentam aulas ao ar livre, facto que contribui para a distracção dos alunos, má conservação do material didáctico, interdição das aulas nas épocas chuvosas, entre outros males.
O Gabinete Provincial da Educação controla 4.355 turmas ao ar livre, nos 14 municípios da província. O responsável da Comunicação Institucional da Educação, Benício Puna, descreveu que as localidades com mais alunos em salas impróprias são Arimba, Quilemba e Huíla, circunscrições da sede, e nos municípios de Caluquembe, Chibia e Chicomba. As acções do Governo Provincial da Huíla e parceiros, disse, visam a abertura de mais salas de aula, com condições adequadas para acomodar condignamente professores e alunos, assim como enquadrar paulatinamente 449.252 crianças, que ainda se encontram fora da escola.
Com a inauguração das quatro escolas, Lubango passa a contar com 186 estabelecimentos de ensino, correspondendo a 1.807 salas de aula, das quais 614 provisórias, onde 7.387 professores contribuem para a formação de 235.809 alunos do ensino primário ao II ciclo do ensino secundário.

Contributo dos voluntários
As acções que visam enquadrar cada vez mais crianças no sistema de ensino e aprendizagem contam com a contribuição de 2.275 professores voluntários, vinculados à Associação de Jovens Voluntários para Educação e Ensino (AJOVEE). Ao todo, ensinam o ABC a 136.500 alunos do ensino primário.
O vice-presidente da AJOVEE, Isaac Ulombe, disse que o propósito dos voluntários é contribuir na redução do número de crianças fora do sistema de ensino. A sede da província da Huíla absorve o grosso dos voluntários, com mais de 770 professores, com uma cifra de 46.440 alunos. Seguem os municípios da Matala, com 204 voluntários, que ministram aulas a 12.250 crianças, e Chibia, com 30 professores, para 1.800 alunos.
Educação Moral e Cívica, Matemática, Língua Portuguesa, Francês e Educação Física constam entre as principais disciplinas ministradas pelos voluntários, há sensivelmente nove anos, apesar de não possuírem agregação pedagógica.

Novo concurso
O sector da Educação pode ser reforçado com 489 professores, mediante a realização de um concurso público previsto para breve, para reduzir a carência de pessoal no subsistema do ensino geral, segundo a directora do Gabinete Provincial da Educação.
Paula Joaquim acrescentou que para solucionar, definitivamente, a carência de professores são necessários 4000 técnicos formados em diversas áreas, assim como 300 novas salas de aulas. “Alcançando esta performance é possível incluir no sistema de ensino as 449.252 crianças”.
Importa realçar que no concurso público do ano passado foram admitidos 1.584 professores. Neste momento, asseguram o curso das aulas, em 1.913 escolas públicas, com 773.269 alunos, um total de 18.678 professores.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Regiões