Sociedade

Bairros da cidade do Huambo contam com mais água potável

Marcelino Wambo | Huambo

Jornalista

O número de habitantes da cidade do Huambo com acesso fácil à água potável, que anteriormente era de perto de 60 mil famílias, aumentou para mais de 80 mil, no quadro do projecto, em curso, de expansão da rede de captação, tratamento e distribuição.

23/09/2022  Última atualização 13H32
Vista parcial de uma das artérias da cidade do Huambo © Fotografia por: Edições Novembro
Segundo o presidente do Conselho de Administração da Empresa Provincial de Água e Saneamento, Adolfo Elias Gomes, o aumento de consumidores deve-se à expansão da rede de tratamento e distribuição de água a mais de 20 bairros periféricos da cidade do Huambo, no quadro das 41 mil ligações domiciliares, um projecto que teve início em 2016 com término previsto para o próximo ano. O projecto conta com financiamento do Banco Mundial.

Acrescentou que parte dos bairros Kakelewa, Calundo, Aviação, Vila Graça, Calilongue e Santa Iria, só para citar alguns, já beneficiam de água potável, um trabalho que está a ser executado de maneira paulatina, devido ao crescimento da população.

Fez saber que o trabalho das novas ligações domiciliárias tem o seu término previsto para o próximo ano, altura em que o número de consumidores pode atingir perto de 100 mil, nas cidades do Huambo e da Caála, concretamente na Centralidade Faustino Muteka.

Deu a conhecer que decorrem, de forma paulatina, trabalhos de alargamento da rede de distribuição de água, para abranger os bairros Katchindombe, Sassonde I e II, Santo António, Casseque I e II, com montagem de contadores e torneiras nas residências.

Adolfo Elias explicou que o sistema de captação de água a partir do rio Kulimahãla, que existe desde os anos 40 do século passado, já não respondia a demanda, devido ao crescimento da população, o que obrigou, em 2015, o Governo do Huambo a dar início ao novo projecto, para reforçar e alargar a capacidade da rede de abastecimento aos munícipes.

Salientou que o novo sistema de abastecimento de água do Kunhoñgama bombeia mais de dois mil metros cúbicos por hora e está em fase de ensaio dos equipamentos, trabalhando em simultâneo com o antigo sistema do rio Kulimahãla. Adolfo Elias esclareceu que os restantes municípios são da responsabilidade das respectivas administrações, através das equipas criadas para o efeito, que têm prestado o devido apoio técnico e institucional onde for necessário.

O presidente do Conselho de Administração da Empresas de Água e Saneamento do Huambo exorta as comunidades no sentido de evitarem consumir água não tratada, principalmente das cacimbas, próximas de fossas, esgotos, cemitérios e outros locais de risco, por estar desprovida de qualidade e não recomendada devido às altas contaminações superficiais e subterrâneas.

Segundo o gestor, a água não tratada está a contribuir para o aumento de doenças, como a febre tifóide, as diarreicas agudas, cólera e outras de origem hídrica.

Dívidas de consumo

Consumidores particulares e institucionais acumularam, desde 2020, uma dívida avaliada em mais de um bilhão de kwanzas, situação que tem vindo a criar constrangimentos na planificação e funcionamento condigno da Empresa Provincial de Água e Saneamento, segundo Adolfo Elias Gomes.

Acrescentou que os consumidores estão a ser sensibilizados no sentido de pagarem as dívidas, para se evitar cortes e aplicação de multas.

Explicou que os gastos da Empresa de Água e Saneamento com a manutenção dos equipamentos e outros serviços são muito avultados. Assegurou que, em média mensal, a instituição arrecada mais de 30 milhões de kwanzas, que têm servido para as despesas correntes. "A tarifa que se aplica na cobrança é insignificante, porém, ainda, temos clientes que não cumprem com as suas obrigações de pagamento do consumo”.

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