Economia

BAD projecta contratar mais quadros angolanos

Hélder Jeremias

Jornalista

Com 2091 funcionários de 72 países, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) emprega apenas 11 quadros angolanos, um défice que a instituição continental pretende reverter com recrutamentos que, esta quarta-feira(24), levaram à realização de uma Feira de Emprego virtual projectada para estimular as contratações no país.

25/11/2021  Última atualização 08H20
© Fotografia por: DR
A feira, realizada pelo BAD e o Ministério das Finanças, foi realizada entre as 11h00 e as 12h30 e, de acordo com a consultora para o Sector Privado da missão do banco em Angola, Elsa Nabenge, contou com a participação de cerca de 360 quadros angolanos interessados em dissipar dúvidas inerentes aos critérios de ingresso.
Os participantes foram informados sobre as preocupações levantadas pela Administração do BAD face à reduzida adesão de técnicos nacionais aos processos de selecção de quadros e sobre a adopção do critério de equilíbrio regional no quadro de pessoal, uma estratégia com potencial de fortalecer programas de combate às assimetrias.

Elsa Nabenge considerou "positivo” o encontro, onde quadros angolanos interagiram com funcionários da instituição dotados de vasta experiência, com o número de participantes a prenunciar o despertar do interesse do mercado em postos nos organismos continentais,

A secretária de Estado para o Orçamento e Investimento Público, Aia-Eza da Silva, que discursou na abertura da feira virtual, exortou os angolanos a aprimorarem as capacidades, para que a sua presença no BAD seja traduzida em benefícios para o país.

Elsa Nambenge acredita que a falta de informação sobre os processos de selecção constitui o motivo do reduzido numero de candidaturas de técnicos angolanos, ao contrário de outros países que, de forma periódica, inserem quadros no BAD. 

A fraca percentagem angolana, acrescentou Elsa Nambenge, representa uma inquietação da direcção BAD, tendo em conta a importância do país na região e a existência de quadros capacitados para elaboração de programas.

A feira, sublinhou, não é um mecanismo de ingresso de quadros, mas visa, dissipar dúvidas e incentivar candidaturas às vagas da organização que prima pela igualdade de circunstância nos seus crité-rios de acesso, o que passa pela formação académica e domínio das línguas de trabalho (Inglês e Francês), entre as valências profissionais.

"O ingresso no BAD é feito através de um processo competitivo, mas acessível. Concluímos que há  necessidade de disseminar toda informação em volta disso. Neste contexto, serviu para que angolanos com o perfil necessário fossem incentivados  e temos a esperança de que, em breve, Angola deixará de fazer parte dos países menos representados”, disse Elsa Nabenge.

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