Economia

Azule Energy quer atingir uma produção de 250 mil barris de petróleo/dia

Joaquim Suami

Jornalista

Azule Energy vai atingir, nos próximos cinco anos, uma produção de 250 mil barris de petróleo/dia, superando os actuais níveis de exploração, que se situam em 200 mil barris/dia, anunciou, esta segunda-feira, em Luanda, o director-geral.

02/08/2022  Última atualização 09H38
Ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Filipe Zau (segundo a contar da esquerda), no acto © Fotografia por: Agostinho Narciso |Edições Novembro

Adriano Mongini discursou na cerimónia de lançamento oficial da Azule Energy, que surgiu da junção entre a BP e Eni, a 11 de Março deste ano, através da assinatura de um acordo de constituição de uma nova empresa de exploração e produção de petróleo em Angola.

Na ocasião, referiu que a combinação dos níveis de produção a serem alcançados, nos próximos cincos anos, vão tornar a nova petrolífera num dos maiores protagonistas-chaves para o sector do gás natural no país.

De acordo com Adriano Mongini, a Azule Energy vai assumir-se também como a operadora do Novo Consórcio de Gás e accionista do Angola LNG, bem como a empresa responsável pela quota da ENI na Solenova, uma companhia de energias renováveis, em parceria com a Sonangol.

"A Azule Energy herda mais de três décadas de operações bem sucedidas da BP e ENI em Angola com impressionante carteira de dezasseis blocos, avaliados em dois mil milhões de barris equivalentes de reservas. Estamos empenhados em continuar a desenvolver o potencial de hidrocarbonetos do país e apoiar a transição energética, através do gás natural, bem como das energias renováveis, por via de um plano de investimento ambicioso”, notou.

 

Novos projectos

Segundo Adriano Mongini, a Azule Energy, no seu primeiro ano de actividade, possui uma carteira de novos projectos de exploração e produção de petróleo que vão entrar em funcionamento nos próximos anos. Acrescentou que estes novos projectos incluem, o desenvolvimento de Agogo e de Ndungu, através do Projecto Integrado Agogo e PAJ, o Novo Consórcio de Gás, como o primeiro projecto de gás não associado no país, que irá apoiar as necessidades energéticas para o crescimento económico de Angola, bem como assegurar o seu papel de exportador global de Gás Natural Liquefeito (LNG).

 

Activos herdados

Com o lançamento, a Azule Energy passou, desde ontem, a herdar os principais activos da BP e Eni, repartidos em 50 por cento. A BP opera os Blocos 18 e 31, no offshore, e tem participações não operadas nos blocos 15, 17, 20 e 29. A BP possui igualmente participações não operadas no NGC e na Angola Gás Natural Liquefeito (LNG).

A Eni opera os Blocos 15/06, Cabinda Norte, Cabinda Centro, 14/1, 28 e o Novo Consórcio de Gás. A Eni possui também, participações nos blocos não operados (Cabinda), 3/05, 3/05A, 14, 14 K/A-IMI, 15 e no Angola LNG.

 

Fundos herdados

O valor dos activos brutos da BP fruto da transação ocorrida a 31 de Dezembro de 2021, foi de aproximadamente 6,8 mil milhões de dólares, e no exercício encerrado, a 31 de Dezembro do mesmo ano, os activos geraram um lucro bruto de aproximadamente 1,1 mil milhões de dólares. 

O montante dos activos brutos da Eni que fruto da transação ocorrida a 31 de Dezembro de 2021, foi de aproximadamente 7,3 mil milhões de dólares, e no exercício encerrado a 31 de Dezembro do mesmo ano, os activos geraram um lucro bruto de aproximadamente 0,5 mil milhões de dólares. 

 

Novos investimentos

O secretário de Estado para o Petróleo e Gás, Jose barroso, disse que o Executivo espera que a Azule Energy traga para o sector novos investimentos que possam garantir suporte para a economia nacional.

"O Governo espera que a Azule Energy, que advém da junção dos esforços da BP e Eni, que se constitui como uma empresa que honre o passado das instituições, e que utilize, neste momento, como uma plataforma para o desenvolvimento de mais e melhores projectos”, disse, reforçando que a BP e Eni têm sido parceiros fundamentais do Governo e que têm estado a ajudar o Executivo e a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) a desenvolver alguns projectos de óleo e gás que têm contribuído para o programa de diversificação da economia angolana.

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