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Aznaide pode regressar à competição em Julho

A meia - distância, do Petro de Luanda e da Selecção Nacional, Aznaide Carlos, pode regressar às quadras no mês de Julho, para a disputa do Campeonato Nacional de Andebol sénior feminino, caso recupere da lesão contraída no joelho direito, durante o africano de Brazzaville.

08/05/2019  Última atualização 08H26
DR © Fotografia por: Aznaide Carlos pode regressar à selecção

Em declarações ao Jornal de Angola, a jogadora, afastada dos campos há quatro meses, explicou que o diagnóstico do desgaste da cartilagem “foi como um balde de água fria”.
Observada pelo especialista português José Noronha, na cidade do Porto, Portugal, a atleta foi aconselhada a um tratamento conservador, com a recomendação de lhe ser ministrada uma injecção na região afectada.
Segundo Aznaide, a dor desapareceu e ficou excluída a possibilidade de operação.
“Quero ajudar a equipa, na prova mais importante. Tenho de fazer injecção todos os anos de modo a lubrificar o joelho, e com isso, aliviar a dor e diminuir o inchaço. Segundo o médico, após à aplicação do fármaco devia voltar a treinar, mas a prática foi diferente. Estive em boas mãos. É bem referenciado e já me operou ao ombro “, frisou a andebolista.
Relativamente ao quadro actual, a jogadora assegura que regista melhorias significativas e agora, está sob cuidados dos médicos do Petro, Nelson Bolivar e Joaquim Alfredo “Tchicolo”. De segunda a sexta-feira, durante uma hora, faz fortalecimento muscular, aliado ao treino no ginásio.
“Faço gelo três vezes por dia e ajuda muito. As minhas expectativas são grandes. Não pensei que a lesão fosse tão delicada. Infelizmente, a cartilagem não se regenera. Com a colaboração do clube, da Federação e família, tudo temos feito, a fim de recuperar o mais rápido possível. Preciso de ser muito paciente”, salientou.
Questionada sobre o momento mais difícil, na já longa carreira, a lateral, sem evasivas, disse: “o medo de ser operada. Se tivesse de fazê-lo, preferia deixar de jogar. É difícil voltar à forma, reintegrar e atingir os mesmos níveis. Enquanto jogadora, queremos fazer o nosso trabalho, sem mazelas. O treinador ao explicar-me, o meu estado, estava mais sentido. Não tenho razões de queixas. Tenho muito apoio”.

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