Economia

Aviação civil continua em zonas de turbulência

Isaque Lourenço

Jornalista

A aviação civil tem sido, neste ano, assolada por uma redução drástica de receitas, factor que obriga a alterações dos planos estratégicos globais e locais, o que resulta numa previsão em baixa da contribuição do sector na economia.

07/12/2020  Última atualização 12H19
© Fotografia por: Vigas da Purificação| Edições Novembro
O 76º aniversário da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO na sigla em inglês), está a ser marcado por fortes turbulências, causadas pela pandemia da Co-vid-19 na mobilidade de pessoas e cargas, bem como no desempenho das operadoras em todo o mundo.
Segundo uma nota do Instituto Nacional da Aviação Civil (INAVIC), alusiva à efeméride, a chave para a superação das actuais dificuldades passa pela inovação, resiliência, cooperação e colaboração com todos os parceiros para que todos juntos possam encetar o regresso gradual às operações de forma segura e sustentável.

Durante este período da Covid-19, a companhia angolana de bandeira TAAG, para ajudar e aliviar os efeitos da pandemia, trouxe de volta  ao país mais de 80 mil angolanos e residentes e transportou mais de 8.000 toneladas de materiais de biossegurança.
Dados oficiais  dão conta que a mobilidade no espaço aéreo angolano caiu, até Setembro, em 80 por cento, ao reduzir os 4.000 voos registados em seis meses do ano passado para os actuais 630 entre Março e Setembro deste ano. O registo de perdas na receita ordinária cifrou-se em 155 milhões de dólares.

 O sector aéreo representa cerca de 4,0 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Em termos operacionais, são efectuados, semanalmente, uma média de 10 voos, muito abaixo dos 245 do ano passado. A queda está acima dos 60 por cento.

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