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Autoridades sanitárias preparam consultas gratuitas a idosos

As autoridades sanitárias da Lunda-Norte vão, a partir deste mês, começar a efectuar consultas médicas gratuitas à pessoas com idades consideradas de risco ao Coronavírus, através da movimentação de profissionais e clínicas móveis aos bairros e localidades com aglomerados populacionais consideráveis, afirmou ontem, no Dundo, o director do gabinete provincial de Saúde, Gimi Nhunga.

02/06/2020  Última atualização 10H49
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Gimi Nhunga disse que pretende-se, com isso, assegurar o controlo de eventuais portadores de doenças com sintomas idênticos à Covid, como são os casos da hipertensão arterial, diabetes, Sida e tuberculose.

A medida, de acordo com o director do gabinete provincial de Saúde, visa igualmente a criação de um banco de dados consolidado com o registo de pacientes com as referidas patologias para que possam ter acesso à assistência médica, medicamentosa personalizada e regular.

Para o efeito, conforme realçou Gimi Nhunga, os Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário (ADECOS) vão realizar inquérito e posteriormente produzir relatórios com referência de dados epidemiológicos e permitir que simultaneamente as equipas médicas efectuem análises clínicas de malária, glicémia e de tensão arterial.

Além de técnicos nacionais, o trabalho vai contar também com a integração de médicos cubanos especialistas em medicina familiar, uma vez que a intenção é evitar a propagação da pandemia nas comunidades, numa altura em que o país regista aumento de casos de transmissão comunitária. "Durante a actividade, serão integrados nas diferentes equipas profissionais de nacionalidade cubana, visto que, na sua maioria, são especialistas em medicina familiar”, destacou.

A Comissão Provincial Mutissectorial de Resposta à Pandemia da Covid-19 quer ver reforçada as acções preventivas tendo em conta que, ao contrário das restrições impostas pelo Estado de Emergência, no de Situação de Calamidade Pública em vigor tem se verificado, com frequência, aglomerados de pessoas nas ruas, o que, segundo Gimi Nhunga, constitui perigo para as famílias.

Explicou que o trabalho passa a ser efectuado aos sábados, para se evitar transtornos no funcionamento das unidadessanitárias em termos de prestação de assistência às pessoas que apresentem outras patologias.

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