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Automobilistas em Benguela solicitam celeridade nas obras da EN 105

Automobilistas pedem maior celeridade na recuperação da Estrada Nacional Nº 105 e na construção da ponte sobre o rio Cutembo, no município do Chongoroi, em Benguela.

21/12/2020  Última atualização 20H30
Recuperação da via entre Benguela e Chongoroi vai permitir reduzir o tempo de viagem © Fotografia por: Edições Novembro
Segundo motoristas entrevistados, domingo, pela Angop, são já visíveis melhorias com a colocação de asfalto em alguns troços e com os trabalhos de tapa-buracos, o que está a fazer com que seja mais curto o tempo de viagem entre a cidade de Benguela e o município do Chongoroi.

Para Mateus Adriano, motorista de uma viatura ligeira, a viagem entre Benguela e Chongoroi hoje dura cerca de hora e meia, num troço em que antes levava mais do dobro desse tempo, em função dos inúmeros buracos que apresentava. 

"Está-se a fazer um trabalho razoável e, actualmente, viaja-se com mais conforto entre Benguela e Chongoroi, mas é preciso imprimir maior rapidez na reabilitação da via uma vez que se aproximam as chuvas e há desvios para a estrada de terra batida onde a circulação pode complicar-se”, disse.

Referiu que a obra da nova ponte sobre o rio Cutembo, que interliga as províncias de Benguela e da Huía, deve merecer atenção especial, por ser uma via internacional. "Volta e meia, quando chove com intensidade no interior, a via alternativa apresenta problemas, cortando a ligação entre as duas províncias e provocando sérios transtornos no transporte de pessoas e bens”, referiu.

Apelou à empreiteira no sentido de acelerar a construção da nova ponte, com vista a garantir maior fluidez no trânsito e eliminar os transtornos constantes. José Lussati, igualmente motorista, reconhece melhorias na circulação rodoviária ao longo da EN 105, embora seja de opinião que, ao invés de tapa-buracos, deveria surgir uma nova estrada, mais larga, dentro dos padrões dos países da SADC.

"Não sabemos a durabilidade desses remendos que estão a ser feitos na via. Na minha opinião deviam ser construídas novas estradas, mais largas e com a devida sinalização”, disse. Aprova a construção de uma nova ponte sobre o rio Cutembo, mas, também exige celeridade na sua execução. "Essa obra já deve ter cerca de seis meses. 

Acredito que com empenho, pagamento a tempo à empreiteira e disponibilização de homens e máquinas, já deveria estar concluída”. Para Nelson Januário, há pouco dinamismo das empreiteiras e poucos homens e máquinas a trabalhar. O automobilista disse acreditar que, caso houvesse maior disponibilidade de mão-de-obra e meios, tanto a EN 105 como a ponte do Cutembo já estariam concluídas.

Ainda assim, dá nota positiva ao trabalho que está a ser feito, por reduzir a duração da viagem entre as províncias de Benguela e da Huíla. Segundo uma fonte da empreiteira contactada pela Angop, a construção da nova ponte sobre o rio Cutembo, na EN 105, tem já uma execução de 60 por cento.

A ponte terá 12 metros de largura e 70 de comprimento, com duas faixas de rodagem. "Neste momento posso dizer que 60 por cento da ponte já estão feitos. Quando estiver concluída, entre Junho/Julho de 2021, haverá ainda trabalhos nos acessos, que vão durar pouco tempo”, referiu.

Questionado sobre a durabilidade da ponte, informou que vai além dos 100 anos, desde que sejam realizadas as devidas manutenções e não haja catástrofes que abalem a sua estrutura. Referiu que a nova ponte sobre o rio Cutembo vai suportar mais de 100 toneladas, ainda que, por algum motivo, os camiões fiquem parados sobre ela.

Já no domínio da recuperação da estrada, Lei Hong, da construtora China Huashi Group, disse que estão a fazer um trabalho de tapa-buracos de muita qualidade, num troço de 95 quilómetros, garantindo que a obra tem garantia de um ano.

Lamentou a subida vertiginosa do preço de alguns materiais de construção, a ocorrência de chuvas fortes e a falta de pagamento por parte do dono da obra, factores que estão a condicionar o andamento dos trabalhos. A intervenção tem um orçamento de cerca de um bilião e 900 milhões de kwanzas.

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